A espera acabou para os fãs do advogado mais charmoso de Los Angeles. Todos os dez episódios da quarta temporada de O Poder e a Lei já estão disponíveis na Netflix, e a notícia chega com um bônus: a série já foi oficialmente renovada para o seu quinto ano. Criada pelo veterano David E. Kelley e baseada na aclamada obra de Michael Connelly, a produção mantém a tradição de começar exatamente onde o suspense anterior nos deixou, mas desta vez com uma reviravolta que muda completamente as regras do jogo.
Adaptando o livro A lei da Inocência, os novos episódios colocam o protagonista em uma situação inédita e desesperadora. O advogado de defesa criminal Mickey Haller, interpretado com o carisma habitual de Manuel Garcia-Rulfo, troca seu icônico carro conversível por uma farda de presidiário após uma blitz de trânsito revelar um corpo em seu porta-malas. Agora, ele precisa assumir o papel de seu próprio cliente e defender a própria vida de dentro da prisão.
O advogado do Lincoln atrás das grades
A cena inicial já dita o tom de urgência e ironia da temporada. Enquanto a câmera sobrevoa o centro de Los Angeles, a narração de Mickey estabelece o cenário sombrio:
Houve setecentos e cinquenta casos de assassinato registrados na cidade no ano passado. Mas apenas em um deles ele é o acusado.
Seis semanas se passaram desde o final da temporada anterior. A polícia alega ter encontrado o corpo de Sam Scales, um golpista conhecido de Mickey, no porta-malas de seu Lincoln. Para o sistema, ele é apenas mais um criminoso; para Mickey, é uma armação meticulosa. Ver o advogado oferecendo consultas jurídicas gratuitas no pátio da prisão Twin Towers é um dos destaques que mostram a resiliência e o raciocínio rápido do personagem, mesmo em condições adversas.

O caos na Haller & Associates e novos adversários
Enquanto o chefe luta pela liberdade, Lorna Crane tenta manter o escritório funcionando, enfrentando o preconceito de ter o líder da firma como réu de um assassinato. Ao lado de seu marido e investigador, Cisco, e da gerente Izzy, a equipe corre contra o tempo para descobrir quem teria motivos para incriminar o patrão.
No tribunal, a situação se complica com a chegada de Dana Berg, interpretada por Constance Zimmer. Conhecida nos bastidores como uma promotora implacável, ela é a principal barreira entre Mickey e sua exoneração. Sobre o mistério que envolve sua prisão, o advogado desabafa em um momento de reflexão:
Quem diabos faria isso com ele e tentaria colocar a culpa em mim?

O retorno de Neve Campbell e o fator Maggie
Um dos pontos mais elogiados pelas críticas especializadas nesta quarta temporada é a presença mais constante de Maggie McPherson, vivida por Neve Campbell. Após uma participação reduzida no ano passado, a ex-esposa de Mickey retorna para monitorar o caso de perto, trazendo uma camada emocional necessária à trama. Ao lado da filha do casal, Hayley, Maggie teme que, desta vez, o talento de Mickey para encontrar saídas milagrosas tenha chegado ao fim.
A dinâmica entre os dois sugere uma possível reconciliação, algo que os fãs pedem há tempos. A atuação de Campbell continua sendo um porto seguro para a série, entregando uma promotora que, apesar de conhecer todos os truques de Mickey, não consegue esconder sua preocupação com o destino dele.

Veredito: Assistir ou pular?
Certamente, O Poder e a Lei continua sendo um dos dramas jurídicos mais consistentes da atualidade. A quarta temporada inverte o roteiro de forma intrigante: o defensor se torna o réu, e a luta para limpar sua reputação é tão intensa quanto qualquer caso que ele já defendeu. Embora o clima seja de suspense, a série não perde seu toque leve e o ritmo ágil que a tornou um sucesso.
Se você gosta de tramas com reviravoltas de tribunal e personagens carismáticos que sabem operar nas áreas cinzentas da lei, a resposta é clara: assista! O “Advogado do Lincoln” prova que, mesmo sem o seu carro, ele ainda é a mente mais brilhante das ruas de Los Angeles.





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