O Jogo do Abate surge como a consequência direta do selamento de Satoru Gojo, o maior ponto de ruptura de ‘Jujutsu Kaisen’. Com o feiticeiro mais forte fora do tabuleiro, Kenjaku finalmente coloca em prática um plano preparado por mais de mil anos, algo muito maior do que vingança ou dominação. Estamos falando de um experimento em escala nacional, comparável a um ataque terrorista espiritual que transforma todo o Japão em um campo de testes. Com o objetivo de escalar isso para o planeta todo!
Após o Incidente de Shibuya, Kenjaku confronta Yuki Tsukumo — uma das 4 feiticeiras de grau especial — e deixa claro que sua visão sobre a evolução da humanidade é completamente oposta à dela. Para ele, os seres humanos comuns carregam um potencial amaldiçoado ainda maior do que feiticeiros e espíritos, bastando apenas o gatilho certo para despertá-lo. O Jogo do Abate não é um torneio: é um ritual cruel criado para forçar esse despertar através do caos absoluto.
A criação do maior experimento da história
Ao absorver Mahito e usar a Transfiguração Inerte (técnica do Mahito que afeta a alma) à distância, Kenjaku desperta dois tipos específicos de pessoas: aquelas que ingeriram objetos amaldiçoados, como Yuji Itadori, e aquelas que nasceram para serem não-feiticeiras, mas tiveram seus cérebros alterados para usar jujutsu. O resultado é um Japão povoado por reencarnações de feiticeiros da Era Heian e novos usuários de técnicas amaldiçoadas, todos forçados a lutar.
Esses objetos amaldiçoados são restos mortais de feiticeiros lendários com quem Kenjaku firmou contratos no passado. Mas… com o corpo de Suguru Geto, esses votos não valem mais de nada, o que permite que ele jogue todos no mesmo tabuleiro. O objetivo final? Recriar a Era Heian, a idade de ouro do jujutsu, onde apenas os mais fortes sobrevivem e o verdadeiro potencial da energia amaldiçoada pode emergir.

O verdadeiro propósito: a fusão com Mestre Tengen
Segundo o próprio Mestre Tengen, Kenjaku não pretende apenas criar mais feiticeiros. O plano real é fundir toda a população japonesa com Tengen, transformando as pessoas em algo além da compreensão atual. Além de um espírito amaldiçoado ou feiticeiro. Depois do Toji matar a Riko – receptáculo do Tengen – a alma evoluída de Tengen já se confunde com o próprio mundo. Assim, essa fusão criaria seres “presentes e ausentes ao mesmo tempo”, sem individualidade clara.
O Jogo do Abate funciona como um ritual preparatório, usando a energia amaldiçoada dos jogadores e as barreiras espalhadas pelo Japão. Kenjaku sequer é o mestre do jogo, graças a um voto vinculativo – ou seja, matar ele não adianta de nada. O jogo só acaba quando todos os jogadores morrerem, tornando a situação ainda mais desesperadora e sem soluções simples.

As regras, as colônias e a corrida para salvar Gojo
O jogo é dividido em dez colônias cercadas por barreiras, espalhadas pelo Japão, com exceção de Hokkaido. Todos os habitantes já estão amaldiçoados, e os jogadores são forçados a participar sob regras brutais, como a perda da técnica amaldiçoada caso não acumulem pontos por dezenove dias. Os shikigami Kogane funcionam como interface, fiscalizando cada ação.
Megumi Fushiguro acredita que libertar Gojo do Reino da Prisão é a única saída real, e isso leva à busca pelo Anjo, uma feiticeira antiga capaz de extinguir técnicas amaldiçoadas. Enquanto isso, Yuji, Megumi, Hakari, Panda e Yuta Okkotsu entram nas colônias para manipular as regras, caçar jogadores perigosos e salvar Tsumiki, mesmo que isso signifique mergulhar ainda mais fundo no inferno criado por Kenjaku. O Jogo do Abate não é apenas uma saga: é o momento em que ‘Jujutsu Kaisen’ deixa claro que o mundo nunca mais será o mesmo.





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