Nos universos das grandes editoras de quadrinhos, poucos personagens alcançam o nível de poder atribuído a A Presença e The One Above All. As duas entidades são descritas como as forças supremas responsáveis pela criação e pelo funcionamento de seus respectivos multiversos, representando conceitos divinos que estão acima de qualquer herói ou vilão.
O tema frequentemente surge entre leitores e especialistas da indústria, especialmente porque DC Comics e Marvel Comics apresentam abordagens distintas ao retratar suas divindades máximas. Ainda assim, ambos os personagens ocupam um papel semelhante: o de criadores absolutos que existem além das regras comuns da narrativa.
As entidades supremas da Marvel e da DC
No universo da DC, A Presença é considerado o criador do Omniverso, a estrutura que engloba todas as realidades da editora. A entidade apareceu inicialmente em 1940, ligada à origem do Espectro, personagem que atua como instrumento da chamada “vingança divina”.
Ao longo das décadas, a figura evoluiu dentro das histórias e passou a ser associada a conceitos mais amplos, como a própria origem da criação e das leis morais do universo. Em algumas narrativas, A Presença também é relacionado ao conceito conhecido como A Fonte, força cósmica que sustenta a realidade dentro da mitologia da editora.
Já na Marvel, The One Above All ocupa uma função semelhante. A entidade é retratada como o ser mais poderoso do multiverso, responsável por criar todas as realidades e personagens. Em determinadas histórias, sua representação aparece de forma simbólica, assumindo a aparência de figuras associadas à criação dos quadrinhos, como Jack Kirby, Stan Lee e Steve Ditko.
Essa abordagem reforça a ideia de que o personagem representa metaforicamente os próprios criadores das histórias, estabelecendo uma ligação direta entre a narrativa e o processo criativo por trás das obras.
Manifestações
Embora manifestações dessas entidades sejam raras, alguns personagens das duas editoras já tiveram encontros com elas nas histórias em quadrinhos. No caso da DC, A Presença está diretamente ligada ao Espectro, sendo essencialmente a origem de seus poderes. O policial Jim Corrigan foi literalmente trazido de volta dos mortos para ser um braço de atuação da divindade.
Já na Marvel, The One Above All costuma intervir de forma mais direta e arbitrária. Heróis como o Quarteto Fantástico e o Homem-Aranha já tiveram encontros pessoalmente com ele. Em outras situações, a vontade e a opinião desta força também são trazidas através de uma entidade cósmica conhecida como o Tribunal Vivo, que julga acontecimentos relacionados ao Multiverso.
Forças opostas também fazem parte dessas mitologias
Nas duas editoras, as entidades supremas possuem contrapartes sombrias que representam destruição e caos. No universo da DC, essa força é conhecida como A Grande Escuridão, enquanto na Marvel existe The One Below All.
Essas entidades simbolizam os aspectos negativos da existência, funcionando como antagonistas cósmicos dentro das narrativas. O conflito entre luz e escuridão acaba servindo como base para diversas histórias envolvendo heróis e vilões.
Curiosamente, alguns personagens ligados a essas forças possuem trajetórias semelhantes. Entre os exemplos frequentemente citados estão o Monstro do Pântano, da DC, e o Hulk, da Marvel, ambos associados a transformações radicais e a poderes que transcendem limites humanos.
Debate sobre poder permanece sem resposta definitiva
Mesmo com inúmeras histórias explorando essas entidades, não existe uma resposta oficial sobre qual delas seria mais poderosa. Tanto A Presença quanto The One Above All são descritos como seres onipotentes, responsáveis por tudo o que acontece em seus universos.
Além disso, como pertencem a editoras diferentes, uma comparação direta dentro da narrativa oficial é rara. Colaborações passadas entre Marvel e DC, como eventos de crossover, chegaram a sugerir a existência de um megaverso compartilhado, mas sem estabelecer uma hierarquia clara entre essas divindades.
Dessa forma, o debate continua sendo um dos mais discutidos entre leitores de quadrinhos. Uma eventual colaboração futura entre as editoras poderia, em teoria, colocar as duas entidades no mesmo cenário narrativo, algo que muitos fãs aguardam para finalmente responder à pergunta que acompanha os quadrinhos há décadas.





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