A cerimônia do Oscar 2026 promete ser um pouco diferente — e talvez mais polêmica — para os fãs de música. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas confirmou que apenas duas das cinco faixas indicadas a Melhor Canção Original terão performances ao vivo no palco do Dolby Theatre. A decisão, que quebra uma tradição de longa data da premiação, foi comunicada aos indicados através de uma carta oficial assinada pelos produtores do evento.
Se você estava esperando ver todos os números musicais na noite de 15 de março, prepare-se para mudanças. A justificativa oficial é o tempo: segundo a produção, incluir apresentações completas de todas as cinco concorrentes consumiria cerca de 25 minutos da transmissão. Com a introdução da nova categoria de Melhor Direção de Elenco e a pressão para manter o show dentro de 3h30, cortes precisaram ser feitos para garantir um ritmo “rápido, coeso e divertido”.
Quem vai cantar (e quem ficou de fora)
As sortudas da noite são “Golden“, da animação Guerreiras do K-Pop (K-Pop: Demon Hunters), e “I Lied to You”, do thriller Pecadores (Sinners), dirigido por Ryan Coogler. A Academia escolheu essas faixas para protagonizar “momentos musicais” especiais, destacando como elas ajudaram a conectar essas produções com o público global.
Por outro lado, três canções indicadas não terão sua chance de brilhar ao vivo:
- “Dear Me”, do documentário Diane Warren: Relentless, composta pela lendária Diane Warren (que soma sua 17ª indicação);
- A faixa-título de Sonhos de Trem (Train Dreams), composta por Nick Cave e Bryce Dessner;
- “Sweet Dreams of Joy”, do documentário Viva Verdi!, de Nicholas Pike.
Como será a homenagem aos excluídos?
Para não deixar ninguém totalmente de fora, a produção do Oscar encontrou um meio-termo. As músicas que não terão performance ao vivo serão introduzidas através de “pacotes especiais” produzidos para a TV. Esses segmentos vão misturar cenas dos filmes, contextos narrativos e, quando possível, imagens de bastidores do processo de composição.
A promessa da Academia é manter o “cuidado e o foco narrativo” na categoria, tratando as canções com a mesma reverência dada a outros prêmios técnicos e artísticos. Resta saber se o público — e os artistas — vão aceitar bem essa redução no espetáculo.
E você, acha justo cortar músicas para agilizar a cerimônia ou o Oscar perde a graça sem os shows completos?
Fonte: Variety






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