Os melhores personagens originais de Dragon Ball nos games

Vinicius Miranda

Dragon Ball é uma das maiores franquias da cultura pop e há décadas vai muito além do anime e do mangá. Os jogos da série têm um papel central nesse universo expandido, e ao longo dos anos trouxeram não apenas batalhas épicas, mas também personagens completamente originais que jamais apareceram no material canônico. Alguns deles são tão bem construídos que facilmente poderiam ganhar espaço no anime oficial. Neste artigo, vamos conhecer os principais personagens criados exclusivamente para os games de Dragon Ball.

Os heróis customizáveis

Ace em Dragon Ball Xenoverse – Divulgação / Bandai Namco

Antes de falar dos personagens com identidade própria, é preciso mencionar os chamados heróis customizáveis, que são avatares criados pelos próprios jogadores em vários games da franquia. Em “Dragon Ball Z: Ultimate Tenkaichi”, o protagonista é um Saiyajin que vive na Terra anos após a era dos Guerreiros Z, embarcando numa jornada para salvar o mundo do caos.

No “Dragon Ball Online”, os avatares são os próprios jogadores dentro do universo do game, e eles também vivem numa época posterior aos eventos clássicos, mas acabam se envolvendo com a Patrulha do Tempo, conectando os eventos deste game ao que viria depois no “Dragon Ball Heroes” e no “Dragon Ball Xenoverse”.

No primeiro “Dragon Ball Xenoverse”, o Guerreiro do Futuro customizável ganhou posteriormente um nome oficial: Ace. Convocado por Trunks por meio das Esferas do Dragão, Ace foi recrutado para a Patrulha do Tempo para combater as anomalias temporais. Já no “Xenoverse 2”, um segundo Guerreiro do Futuro surge como novo recruta da Patrulha, que cresceu bastante desde os eventos do primeiro game. Por fim, o “Dragon Ball: The Breakers” apresenta personagens comuns jogados além do espaço-tempo por uma anomalia, forçados a sobreviver enquanto enfrentam vilões como Freeza, Cell e Majin Boo.

Os personagens do Dragon Ball Online

Dragon Ball Online – Divulgação / Bandai Namco

O “Dragon Ball Online” foi generoso na criação de novas facções e personagens. Além dos avatares jogáveis, o game apresentou a Gangue Paella, formada pelo Imperador Paella, Sho e Lon, que são claramente descendentes do Pilaf, Mai e Shu. Há também os piratas do Capitão Bactéria, descendente do vilão clássico de mesmo nome, e o Exército Red Pants, uma releitura da Red Ribbon, completo com novos andróides incluindo o Androide 9, líder da facção criado à imagem do Comandante Red do anime original.

O jogo também apresentou os Namekuseijins Sombrios, uma facção de namekuseijins malignos cujos destaques são o líder Primeiro Narak e seu general Gamelan. Alguns deles inclusive se juntaram aos Time Breakers, conectando-se a eventos futuros da mitologia dos games.

Dragon Ball Fusions e suas fusões malucas

Dragon Ball Fusions – Divulgação / Bandai Namco

O “Dragon Ball Fusions” trouxe dois protagonistas memoráveis: Tekka, o herói customizável do jogo, e Pinich, um Saiyajin amigo e rival de Tekka. Os dois usam as Esferas do Dragão para invocar o maior Torneio de Artes Marciais já realizado, desencadeando os eventos do game. Mas o charme do Fusions está mesmo em suas fusões inusitadas. O jogo explora combinações criativas como Recurter (fusão de Rikum com Boter), Turtz (Turles com Raditz) e o icônico Jacunks (Trunks com Jaco). São ideias completamente fora da caixa que exemplificam o potencial criativo dos jogos da franquia.

Majin Ozotto: o primeiro vilão original criado por Toriyama para os games

Majin Ozotto em Dragon Ball Heroes – Divulgação / Toei Animation

Antes de todos os outros personagens desta lista, existe o Majin Ozotto. Segundo tudo indica, ele foi o primeiro personagem 100% inédito criado pelo próprio Akira Toriyama para um jogo de Dragon Ball, aparecendo em 1994 no título de arcade “Dragon Ball Z: V.R.V.S.” O vilão chegou à Terra antes dos Cell Games e foi derrotado pelos Guerreiros Z. Anos depois, Ozotto foi reaproveitado no “Dragon Ball Heroes” como principal antagonista da Saga do Invasor Demoníaco, onde passou a devorar heróis e vilões de todas as linhas do tempo para acumular poder, tornando-se uma ameaça tão grande que exigiu o uso do Instinto Superior para ser derrotado.

Chronoa e Aeos: as Kaiohshins do Tempo

Chronoa, a Kaiohshin do Tempo – Divulgação / Bandai Namco

As Kaiohshins do Tempo são deidades responsáveis pela proteção de toda a linha temporal. Em “Dragon Ball Heroes”, esse papel pertence à Chronoa, criadora da Patrulha do Tempo e responsável por recrutar o Xeno Trunks. Mais tarde, o mesmo jogo apresentou Aeos, a Kaiohshin do Tempo que antecedeu Chronoa e se tornou antagonista de um dos arcos, indignada com a quantidade de ramificações temporais criadas pelos eventos dos games.

Beat e Note: os Avatares do Dragon Ball Heroes

Beat e Note em Dragon Ball Heroes – Divulgação / Bandai Namco

O “Dragon Ball Heroes” começou com uma proposta de meta linguagem interessante: jovens jogadores do card game Dragon Ball Heroes descobriam que suas partidas tinham relação direta com as viagens temporais reais do universo. Os protagonistas desse conceito são Beat e Note, os Avatares mais destacados do jogo, que aparecem tanto nos trailers promocionais quanto no game “Super Dragon Ball Heroes: World Mission”.

A Patrulha do Tempo

Patrulha do Tempo em Dragon Ball Heroes – Divulgação / Bandai Namco

Criada pela Chronoa, a Patrulha do Tempo é o grupo central que aparece em jogos como “Dragon Ball Heroes”, “Dragon Ball Online” e “Dragon Ball Xenoverse”. Seu principal membro é o Xeno Trunks, um Trunks alternativo que foi punido por viajar no tempo durante a Saga dos Androides e acabou sendo recrutado para a Patrulha como seu braço direito. Com o tempo, outros guerreiros como Xeno Goku e Xeno Vegeta também se juntariam ao grupo.

Towa, Mira e os Time Breakers

Mira e Towa – Divulgação / Bandai Namco

Muito antes de “Dragon Ball Daima” explorar o Makai nas telas, os games já trabalhavam essa ameaça. Os Time Breakers, introduzidos em “Dragon Ball Online”, eram saqueadores temporais que coletavam energia alterando a linha do tempo. Seus líderes são a dupla Towa e Mira: Towa é uma cientista do Makai e irmã do próprio Dabura, enquanto Mira é uma criação e parceiro dela.

Mechikabura em Dragon Ball Heroes – Divulgação / Bandai Namco

Em “Dragon Ball Heroes”, seria revelado que o objetivo real dos Time Breakers era abrir uma passagem para o Makai e libertar seu senhor, Mechikabura, um poderoso ser que competiu com a Chronoa pelo título de Kaiohshin do Tempo e foi selado por representar uma ameaça à linha temporal. Ao ser libertado, Mechikabura transformou seus aliados em Deuses Demoníacos, incluindo o próprio Dabura, e começou uma campanha para dominar todas as realidades.

Demigra

Demigra em Dragon Ball Xenoverse – Divulgação / Bandai Namco

Demigra é um dos principais antagonistas tanto de “Dragon Ball Heroes” quanto de “Dragon Ball Xenoverse”. Esse mago ambiciona capturar a ave Tokitoki para controlar o espaço-tempo e assumir o papel da Kaiohshin do Tempo. Selado no Crack of Time, ele passou milênios aperfeiçoando seus planos antes de conseguir se libertar. Em “Dragon Ball Heroes”, Demigra chega a se aliar temporariamente à Patrulha do Tempo para enfrentar Mechikabura, que era uma ameaça aos seus próprios objetivos, antes de voltar a ser inimigo dos heróis.

Cumber: o Saiyajin ancestral

Cumber em Dragon Ball Heroes – Divulgação / Bandai Namco

Cumber é um Saiyajin que viveu nos tempos mais antigos da raça, tendo chegado a conhecer o primeiro Deus Super Saiyajin, com quem não tinha lá uma boa relação. Nos eventos de “Dragon Ball Heroes”, Cumber foi arrancado de sua época pelo Fu e passou a conviver com os personagens modernos do universo dos games.

Core Area Warriors – Divulgação / Bandai Namco

Ele também compõe os Core Area Warriors, um grupo liderado por Hearts que busca a Semente Universal para derrubar o Grande Zeno. O grupo inclui ainda uma versão alternativa do Zamasu Fundido que sobreviveu.

Fu: o cientista maluco filho de Mira e Towa

Fu em Dragon Ball Xenoverse 2 – Divulgação / Bandai Namco

Um dos personagens mais fascinantes desta lista, Fu é filho artificial de Mira e Towa e sobrinho de Dabura. Apareceu pela primeira vez como bebê em “Dragon Ball Online” e reapareceu como adulto nas DLCs do “Xenoverse 2”, onde foi reconhecido pelo próprio Dabura como seu verdadeiro herdeiro.

Diferente da maioria dos vilões da franquia, Fu não é essencialmente maligno: ele age mais como um cientista obcecado por experimentos, por vezes até ajudando outras pessoas. Em “Dragon Ball Heroes”, suas ambições escalaram ao ponto de ele querer criar um universo inteiro do zero, algo que ele chegou a realizar, e ainda assumiu o título de Rei Sombrio dos Demônios após superar Mechikabura.

Sealas: o primeiro patrulheiro do tempo

Sealas em Super Dragon Ball Heroes: World Mission – Divulgação / Bandai Namco

Sealas é o vilão principal de “Dragon Ball Heroes: World Mission” e tem uma das histórias mais interessantes desta lista. Originário da Patrulha Galáctica, ele chamou a atenção da Chronoa, que o convidou para ser seu discípulo e, eventualmente, o primeiro patrulheiro do tempo antes mesmo da Patrulha do Tempo existir como organização.

O problema foi que Sealas, com seu forte senso de justiça, não conseguiu aceitar que deixar eventos ruins acontecerem era necessário para preservar a linha temporal. Ao descobrir que a Chronoa permitia propositalmente que tragédias ocorressem, ele a traiu e tentou destruir o Pergaminho da Eternidade para apagar toda a história. Aprisionado, ele seria libertado nos eventos de “World Mission” para recomeçar seus planos.

Androide 21: criada por Toriyama para o FighterZ

Androide 21 em Dragon Ball FighterZ – Divulgação / Bandai Namco

A Androide 21 é a principal antagonista de “Dragon Ball FighterZ”, criada tendo como base a cientista da Red Ribbon Vomi, esposa do Dr. Gero, assim como o Androide 16 foi criado à imagem do filho dele. Vomi chegou a ter uma participação em “Dragon Ball Super: Super Hero”, sendo canonizada na franquia.

Assim como Cell, a Androide 21 é uma bio-androide que absorveu células ao longo dos anos, mas com ainda mais material genético que o próprio Cell, inclusive do Majin Boo. Ao despertar, ela desenvolveu dupla personalidade: uma bondosa e outra sádica e faminta por poder. A personalidade maligna usou as Esferas do Dragão para reviver todos os inimigos dos Guerreiros Z com o único objetivo de devorá-los, enquanto a personalidade bondosa tentava sabotá-la por dentro.

Bonyu: a ex-Força Ginyu

Bonyu em Dragon Ball Z: Kakarot – Divulgação / Bandai Namco

Bonyu aparece em “Dragon Ball Z: Kakarot” com uma história que arranca risadas. Ela foi a primeira guerreira recrutada pelo Capitão Ginyu para as Forças Especiais. Aceitou na hora. Só que quando os outros membros foram chegando e as poses ridículas começaram, ela não aguentou e pediu para sair. É um personagem que em poucas linhas diz muito sobre a dinâmica absurda das Forças Ginyu e sobre o quanto as poses realmente eram um critério de seleção levado a sério.

Shallot e Giblet: os Saiyajins de “Dragon Ball Legends”

Shallot e Giblet em Dragon Ball Legends – Divulgação / Bandai Namco

Shallot e Giblet são irmãos gêmeos e protagonistas do game mobile “Dragon Ball Legends”. São Saiyajins ancestrais do Planeta Sadala, descendentes do primeiro Deus Super Saiyajin, que acabam sendo transportados para o presente por forças misteriosas.

Shallot é o protagonista principal, enquanto Giblet começa como antagonista antes de se unir ao irmão contra o verdadeiro vilão do jogo. Em determinado momento da história, os dois também chegam a se fundir, formando o personagem Shallet.

Zahha: o verdadeiro vilão de Dragon Ball Legends

Zahha em Dragon Ball Legends – Divulgação / Bandai Namco

Por fim, Zahha é introduzido inicialmente como aliado dos protagonistas em “Dragon Ball Legends” antes de revelar-se o grande antagonista do jogo. Sua origem aponta para algo grandioso: segundo tudo indica, ele é um sobrevivente de um dos oito universos destruídos pelo Grande Zeno antes dos eventos de Dragon Ball Super, e agora busca os Cristais da Omnificência, versões antigas das Super Esferas do Dragão, para reescrever toda a realidade em busca de vingança.

Com tantos personagens ricos e bem elaborados, fica claro que os games de Dragon Ball constroem um universo expandido tão profundo quanto o material canônico. Alguns desses personagens merecem cada vez mais espaço, e quem sabe um dia não os vemos aparecer no anime ou no mangá.

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