Desenvolvedor de Phantom Blade Zero é contra uso de IA nos games

Vinicius Miranda

Em um longo e detalhado comunicado publicado nas redes sociais, a equipe da desenvolvedora S-GAME, responsável pelo aguardado jogo Phantom Blade Zero, posicionou-se firmemente contra a utilização de tecnologias de inteligência artificial no processo de desenvolvimento de jogos. A postagem enfatizou que o estúdio contratou pessoas reais para trabalhar em todos os elementos artísticos, evitando atalhos automatizados.

A valorização do trabalho humano

Phantom Blade Zero – Divulgação / S-GAME

Para a liderança do estúdio asiático, a criação manual não é apenas uma ferramenta de produção, mas a própria essência do projeto interativo. “A arte humana não é meramente um meio para criar valor; ela é o valor em si”, destacou a equipe no comunicado oficial. A mensagem aproveitou para confirmar que o promissor título de ação já se encontra nas fases finais e mais intensas de seu ciclo de desenvolvimento.

A desenvolvedora deixou claro que, mesmo com a forte aceleração do cronograma e a crescente tendência da indústria moderna em adotar ferramentas para baratear os custos de produção, a S-GAME não está recorrendo à inteligência artificial para acelerar a entrega do jogo. Todos os modelos tridimensionais de personagens, armamentos, dublagens e mapas internos estão sendo meticulosamente criados a partir do trabalho humano tradicional.

Armas tradicionais e artes marciais reais

A equipe demonstrou forte consciência sobre as drásticas mudanças tecnológicas do mercado, mas traçou uma linha ética rigorosa nos estúdios. “Estamos totalmente cientes de que uma profunda revolução tecnológica está se desenrolando ao nosso redor. No entanto, até hoje, cada peça de conteúdo em nosso jogo foi criada pelas mãos de artistas reais. Não usaremos tecnologia visual de IA que possa alterar a intenção criativa original de nossos artistas”, garantiram os produtores.

Esse intenso compromisso analógico reflete-se diretamente nos detalhes práticos da jogabilidade. As armas do título foram desenhadas totalmente à mão, baseando-se no autêntico armamento chinês tradicional. Para garantir a fluidez e o realismo das batalhas, todos os movimentos e mecânicas de ataque foram capturados por captura de movimento (mocap) de mais de vinte artistas marciais altamente experientes. Até mesmo os mapas de navegação foram desenhados utilizando pincéis chineses tradicionais e papel Xuan.

A recepção positiva da comunidade

O foco principal do estúdio vai muito além da simples entrega de um software comercial para as prateleiras. “A S-GAME não contratou apenas um grupo de desenvolvedores para fazer um jogo; em vez disso, em nossa busca por construir continuamente uma equipe excepcional e apaixonada, decidimos fazer um jogo do qual todos aqui pudessem se orgulhar profundamente”, relatou a postagem corporativa.

A forte clareza e a transparência adotadas pela companhia foram amplamente celebradas e consideradas revigorantes por uma imensa parcela de futuros fãs e jogadores de ‘Phantom Blade Zero’. Essa recepção calorosa da comunidade ocorre em um momento muito delicado da indústria de tecnologia, onde uma vasta quantidade de estúdios tem recorrido a soluções artificiais para interagir de forma mais rápida e iterar de maneira mais barata com os seus projetos virtuais.

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