Novo plugin promete humanizar mais os textos gerados por IA

Vinicius Miranda

Os textos gerados por chatbots de inteligência artificial generativa podem se tornar muito mais parecidos com os redigidos por humanos graças a um novo plugin de código aberto. Batizada de Humanizer, a ferramenta foi desenvolvida para instruir a tecnologia a escrever de forma menos genérica e robótica. O recurso foi idealizado pelo desenvolvedor Siqi Chen e foca em fornecer novas capacidades de redação especificamente para a IA Claude, da empresa Anthropic, utilizando critérios rigorosos para evitar vícios de linguagem automatizada.

A base de funcionamento do plugin utiliza um guia elaborado por editores voluntários da Wikipedia, especialistas em identificar conteúdos gerados por ChatGPT, Google Gemini e outros bots populares. O Humanizer adiciona habilidades de detecção de sinais de escrita artificial diretamente ao processo de criação do Claude. Com essa camada extra de processamento, o chatbot passa a produzir mensagens, e-mails e artigos utilizando uma linguagem significativamente mais natural e fluida.

Claude AI – Divulgação / Anthropic

O sistema alimenta a inteligência artificial com 24 padrões de formatação que a Wikipedia classifica como indicadores clássicos de textos automatizados. A partir desses dados, a funcionalidade de geração recebe ajustes finos para interpretar e evitar tais aspectos com precisão. Segundo o desenvolvedor, a ferramenta é capaz de substituir conclusões vagas por fatos específicos, além de eliminar o tom excessivamente bajulador que costuma marcar as interações com assistentes virtuais.

Uma das mudanças técnicas mais perceptíveis é o fim do uso excessivo do travessão, apontado como um dos principais sinais de conteúdo de IA. O plugin instrui o sistema a priorizar o uso de vírgulas e pontos finais, respeitando a cadência da escrita humana. Testes realizados pelo portal ArsTechnica indicam que o recurso ajuda a criar textos mais casuais e diretos, embora ainda não apresente melhorias drásticas na verificação de fatos históricos ou atuais.

Atualmente, o Humanizer está disponível de forma gratuita na plataforma GitHub, devendo ser integrado ao diretório de habilidades do Claude Code. Para utilizar a função, o usuário precisa apenas digitar o comando /humanizer ou solicitar via prompt que a ferramenta processe o texto já criado. Essa facilidade de uso visa democratizar o acesso a conteúdos sintéticos de melhor qualidade para produtores de conteúdo e desenvolvedores.

O lançamento ocorre em um momento de grande dificuldade para as ferramentas de detecção de IA. Muitos softwares que prometem identificar textos automatizados falham por conta das semelhanças crescentes entre os estilos de escrita. À medida que empresas como a Anthropic e a OpenAI aprimoram seus modelos, os limites entre o que é humano e o que é artificial tornam-se cada vez mais tênues e difíceis de distinguir.

Especialistas apontam que, no futuro, diferenciar essas duas formas de escrita será um desafio ainda maior para editores e sistemas de segurança. O uso de plugins como o Humanizer acelera esse processo de mimetismo, forçando a indústria a buscar novas formas de autenticação de conteúdo. Por enquanto, a ferramenta serve como um aliado para quem busca profissionalismo e personalidade em textos que, de outra forma, pareceriam meras repetições mecânicas de algoritmos.

O fechamento contextual do cenário atual mostra que a busca por uma inteligência artificial mais empática e menos repetitiva é uma tendência irreversível. Enquanto o código aberto permite que a comunidade colabore para melhorar a comunicação digital, o debate sobre a ética e a transparência no uso dessas tecnologias permanece em pauta. O equilíbrio entre a eficiência da máquina e a essência da escrita humana continua sendo o principal objetivo dos novos desenvolvedores de software.

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