‘Pluribus’: Criador revela “crise criativa” após sucesso da primeira temporada

Cheyna Corrêa

Os fãs que esperavam um retorno rápido para o universo intrigante de Pluribus precisarão exercitar um pouco mais a paciência. Em entrevist ao Rolling Stone, o criador da série, Vince Gilligan, deu uma declaração honesta e um tanto preocupante para os mais ansiosos, durante o festival SXSW. Ao lado da protagonista Rhea Seehorn, o showrunner revelou que o desenvolvimento da segunda temporada está mais lento do que o esperado e que a equipe de roteiristas ainda está “batendo cabeça” com a história.

O grande desafio, segundo Gilligan, é o peso do cliffhanger (recurso narrativo que encerra a série em um momento de alta tensão, sem resolução imediata) deixado no final da primeira temporada. Embora tivessem um plano inicial, a execução nos roteiros provou ser mais complexa do que o imaginado. Entre risadas, Rhea Seehorn chegou a sugerir que eles simplesmente ignorassem a bomba nuclear deixada no último episódio, evidenciando o tamanho do nó narrativo que a equipe precisa desatar.

A competição com ‘The Pitt’ e o ritmo de produção

Em um momento de rara franqueza e bom humor, Gilligan comparou seu processo criativo com o de outras produções atuais, citando diretamente a série The Pitt. O criador demonstrou uma pitada de frustração saudável com a velocidade da concorrência, que conseguiu lançar temporadas anuais e ainda dominar as premiações.

“The Pitt está nos dando uma surra em todas as premiações”, brincou Gilligan, reconhecendo que a qualidade de Pluribus exige um tempo que talvez não combine com o cronograma inicial de estrear no fim de 2027. Por enquanto, a produção está prevista para começar apenas em 2026, o que torna qualquer previsão de lançamento uma incógnita.

O que é Pluribus? Relembre a trama

Para quem ainda não mergulhou nesta “fábula moderna”, Pluribus apresenta um mundo onde a humanidade, de forma súbita e inexplicável, tornou-se permanentemente feliz. Sentimentos como raiva, tristeza ou dor parecem ter sido extintos da experiência humana — exceto para Carol Sturka (Rhea Seehorn).

Carol é a única pessoa imune a esse fenômeno de felicidade global. Enquanto todos ao seu redor vivem em um estado de êxtase constante, ela carrega o peso da realidade, o que a torna a chave para entender se essa “paz mundial” é uma dádiva ou uma sentença de morte para a empatia humana.

Divulgação/Apple TV+

Elenco de peso e equipe veterana

Filmada em Albuquerque, a série mantém a qualidade técnica que Gilligan estabeleceu em Breaking Bad e Better Call Saul. Além de Rhea Seehorn, o elenco conta com talentos diversos:

  • Karolina Wydra: Como Zosia, uma cientista ligada à origem do fenômeno.
  • Carlos Manuel Vesga: No papel de Manusos, o vizinho perturbador de Carol.
  • Miriam Shor: Como Helen, uma figura governamental influente.
  • Samba Schutte: Em uma participação especial que movimentou a primeira temporada.

A equipe executiva é um verdadeiro reencontro de veteranos, incluindo Jeff Frost, Diane Mercer, Gordon Smith e Alison Tatlock. Se você busca uma série com reviravoltas mirabolantes, o próprio Gilligan dá o aviso: o foco aqui é a reflexão existencial e o humor sombrio. Se você já gosta do estilo, a recomendação é revisitar a primeira temporada na Apple TV+ enquanto a equipe tenta descobrir como sobreviver à próxima fase da história.

Fonte: y!entertainment

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