O Primata: Terror com “chimpanzé assassino” é brutal e divertido; vale a pena assistir?

William Prado

Se você ficou traumatizado com a cena do chimpanzé Gordy no filme Não! Não Olhe!’ (Nope), prepare o estômago. O novo filme de terror ‘O Primata’, que acaba de chegar aos cinemas, pega esse medo primal e o transforma em um slasher sangrento, direto e sem frescuras.

Dirigido por Johannes Roberts (de Medo Profundo), o filme abandona o suspense psicológico para entregar o que promete: um animal de estimação fofo que vira uma máquina de matar. Mas será que vale o ingresso?

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A premissa é simples e remete aos clássicos de “bicho assassino” dos anos 80. A história se passa em uma casa isolada no Havaí, onde Lucy (Johnny Sequoyah) volta para visitar a família: sua irmã adolescente e o pai, interpretado pelo excelente Troy Kotsur (vencedor do Oscar por No Ritmo do Coração).

O quarto membro da família é Ben, um chimpanzé adotado que se comunica via teclado digital e usa roupinhas. O problema começa quando Ben é mordido por um mangusto com raiva. O vírus (tratado aqui como uma desculpa rápida para a violência) transforma o animal dócil em um monstro incontrolável.

Por que assistir?

O grande trunfo de ‘O Primata’ é a decisão de usar efeitos práticos. Ben não é um boneco de CGI mal feito; ele é interpretado por um ator (Miguel Torres Umba) em uma roupa de macaco extremamente realista. Isso dá um peso físico às cenas de ataque que o computador não consegue replicar.

Se você gosta de gore (violência gráfica), o filme não economiza. O diretor sabe que o público quer ver o estrago que um animal com a força de um primata pode fazer. 

Espere cenas brutais — incluindo mandíbulas arrancadas — e uma tensão claustrofóbica, já que a família fica presa na propriedade com o predador à solta.

‘O Primata’ não vai ganhar o Oscar de Melhor Roteiro. Os personagens humanos, apesar do carisma inicial, servem basicamente como “carne fresca” para o vilão.

No entanto, se você curte filmes como ‘Cujo’ ou ‘Alligator’, onde a diversão está na absurdez da situação e na qualidade da matança, vale a pena assistir. É um “terror trash” de luxo: bem filmado, tenso e que entrega exatamente o caos que promete no trailer.

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