Repercussão Global: Imprensa internacional analisa o simbolismo por trás do look de Chappell Roan no Grammy

Cheyna Corrêa

O visual de Chappell Roan no Grammy 2026 não foi apenas um tópico quente no Brasil; os principais veículos de moda e entretenimento do mundo, como Vogue, Harper’s Bazaar e Paper Magazine, dedicaram análises profundas ao vestido que desafiou as convenções do tapete vermelho. A estratégia da artista foi vista por especialistas estrangeiros como uma declaração política e artística sobre a autonomia do corpo feminino.

Mugler e o Surrealismo Anatômico

De acordo com a Vogue americana, a escolha de Roan por um design de Miguel Castro Freitas (revisitando o arquivo de Thierry Mugler) insere-se na tendência do “surrealismo anatômico”. A publicação destaca que o uso das próteses de piercings nos mamilos é uma referência direta à libertação sexual e à subversão da “objetificação”, transformando o corpo da artista em uma instalação de arte viva.

Já a Paper Magazine descreveu a aparição como o “momento de moda mais punk da noite”, elogiando Roan por trazer a estética das drag queens e do teatro alternativo para o palco mais conservador da música. A revista ressaltou que, ao responder que o look era apenas “divertido e bobo”, Roan desarmou as críticas conservadoras que tentavam sexualizar ou demonizar a peça.

O “Efeito Chappell” e o Lollapalooza Global

A repercussão internacional também foca na ascensão meteórica da cantora. O portal britânico NME observou que, mesmo sem levar os troféus de Gravação do Ano e Melhor Performance Solo, Roan saiu da cerimônia como a “vencedora moral” em termos de impacto cultural.

Sua confirmação como headliner em festivais internacionais, incluindo o Lollapalooza Brasil e edições europeias, é citada pela Billboard como o reflexo de uma artista que entende que a imagem é tão vital quanto o som na era do TikTok e do Instagram.

Resumo das Análises Internacionais:

  • Estilo: Surrealismo Anatômico e Arquivo Mugler.
  • Impacto: Considerado o look mais disruptivo do Grammy 2026.
  • Mensagem: Autonomia corporal e diversão artística acima da aprovação tradicional.

A resposta de Chappell Roan às críticas ressoa agora em escala global: em um mundo de escolhas seguras e marcas de luxo genéricas, ela optou pelo risco. Ao rotular o vestido como “estranho”, ela não apenas aceitou o adjetivo, mas o transformou em seu maior trunfo, provando que, para a nova realeza do pop, ser inesquecível é muito mais importante do que ser unânime.

COMPARTILHE Facebook Twitter WhatsApp

Leia Também


ASSINE A NEWSLETTER

Aproveite para ter acesso ao conteúdo da revista e muito mais.

ASSINAR AGORA