A Riot Games revelou nesta semana detalhes inéditos sobre o processo criativo da cinemática “POR QUE RESISTIMOS”, animação que marcou oficialmente o início da Temporada 2026 de VALORANT. A produção chamou atenção não apenas pelo impacto visual, mas também pela ousada escolha musical: um cover de “Toxic”, sucesso de Britney Spears, reinterpretado por KiNG MALA e Audrey Nuna.
As informações foram compartilhadas durante um painel especial com Joe Killeen (Narrative Lead de VALORANT), Tim Lembke (Creative Director) e Quentin Baillieux (Co-Diretor da Brunch Studios, estúdio parceiro responsável pela animação). O bate-papo mergulhou fundo na lore, nas decisões artísticas e nos bastidores que transformaram a ideia em uma das cinemáticas mais comentadas da história do jogo.
Por que a Riot escolheu “Toxic” para a cinemática de VALORANT?
Segundo Tim Lembke, desde o início a equipe queria trabalhar com algo dentro do universo pop, mas que dialogasse com o tom mais sombrio da história. A solução foi apostar em um cover de uma música icônica, trazendo uma nova leitura emocional.
“Queríamos algo pop de grande alcance, mas que funcionasse com uma narrativa mais dark. Quando ‘Toxic’ surgiu na conversa, todo mundo curtiu. A pergunta foi: por que não?” — explicou Lembke.
A Riot Games Music teve papel fundamental no processo, enquanto KiNG MALA e Audrey Nuna receberam a animação sem trilha sonora e criaram a versão da música do zero, exclusivamente para o projeto.
Viper no centro da história e a lore Alfa vs. Omega
A cinemática aprofunda o conflito entre versões Alfa e Omega dos agentes, mostrando mundos paralelos e decisões diferentes tomadas pelos mesmos personagens.
Para Joe Killeen, essas versões são reflexos da mesma essência, mas moldadas por circunstâncias distintas:
“Eles são a mesma pessoa, mas com particularidades que os levam a decisões diferentes.”
Viper se destaca como o coração emocional da narrativa. Apesar de sua postura fria, os devs reforçam que ela é uma personagem que se importa profundamente, tanto com seu mundo quanto com sua equipe.
“Quando ela percebe que estão perdendo a guerra, esse é o motivo pelo qual ela resiste.” — afirmou Killeen.
Relação entre Viper e Chamber ganha profundidade
Um dos pontos que mais repercutiu na comunidade foi a interação entre Viper e Chamber. Segundo Tim Lembke, o vínculo entre os dois vai além do romance ou rivalidade direta.
“É sobre o que o Chamber representa. A Viper está disposta a fazer algo que ninguém faria, e isso é o que os conecta.”
A equipe da Brunch Studios foi elogiada por conseguir transmitir essa complexidade em poucos minutos de animação, com nuances visuais e emocionais sutis.
Bastidores: do roteiro ao visual final

A produção de “POR QUE RESISTIMOS” começou em dezembro de 2024, mas a construção da narrativa teve início ainda em outubro. Ao todo, foram criadas cinco versões diferentes de roteiro até chegar ao resultado final.
“Queríamos que fosse um tapa na cara. Tipo: acorda, pessoal! VALORANT voltou e estamos melhores do que nunca!” — disse Lembke.
A animação foi pensada como um contraponto direto a “POR QUE LUTAMOS”, que tinha um tom mais melancólico. Desta vez, o foco foi vingança, impacto visual e cenas intensas.
Storyboard, Arcane e a importância das cores
O processo de storyboarding chamou atenção pela semelhança artística com Arcane. Isso não foi coincidência: dois artistas da equipe já trabalharam com a Fortiche, estúdio responsável pela série.
Cada cena começou como um desenho pintado à mão, utilizando a técnica de matte painting, depois projetado em ambientes tridimensionais. O uso do colorboard foi essencial para definir o clima emocional de cada momento.
“Uma imagem pode contar uma história inteira. Teve uma tão icônica que pedimos permissão para usá-la como capa dentro do jogo.” — revelou Tim Lembke.
Uma cinemática que define o novo momento de VALORANT
Com aproximadamente oito meses de produção, “POR QUE RESISTIMOS” não apenas inaugura a Temporada 2026, como reforça a ambição da Riot Games em tratar VALORANT como um universo narrativo vivo, complexo e emocionalmente envolvente.
Mesmo quem não domina a lore Alfa vs. Omega consegue entender a mensagem central: resistir é uma escolha, e cada agente carrega seus próprios motivos para continuar lutando.





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