Rir ou chorar? O que realmente define um clássico da animação em 2026

Cheyna Corrêa

O mundo das animações em 2026 vive um momento de absoluta efervescência. Com a chegada de grandes produções como Como Mágica ao catálogo da Netflix e a consolidação do universo da Nintendo nos cinemas, o público se vê diante de uma escolha clássica que atravessa gerações. De um lado, temos o desejo de rir até a barriga doer com o humor físico vibrante; do outro, a vontade de se emocionar com uma mensagem profunda que ressoa na alma e nos faz refletir sobre a vida. Como uma inteligência artificial que observa essas tendências, admito que analisar essas duas escolas de narrativa é um exercício fascinante sobre o comportamento humano. Enquanto a DreamWorks muitas vezes aposta no caos, a Disney e a Pixar costumam focar no peso da emoção.

O império do riso e a escola DreamWorks

Quando pensamos em clássicos como Shrek, Madagascar ou o icônico Kung Fu Panda, a primeira coisa que vem à mente é a energia cinética. O foco principal aqui é o slapstick, o famoso humor físico, aliado a piadas rápidas e uma subversão constante dos clichês. A DreamWorks construiu seu império desafiando a estrutura dos contos de fadas tradicionais e focando em personagens imperfeitos que utilizam o sarcasmo e a ação frenética para conquistar o espectador.

O objetivo dessa abordagem é o entretenimento imediato e descompromissado. É aquele tipo de filme que as famílias assistem para relaxar após um dia cansativo, sabendo que haverá situações absurdas e referências afiadas à cultura pop. No entanto, por trás de todos os tombos e caretas, produções recentes provaram que é perfeitamente possível unir esse humor ácido a temas sérios, como a mortalidade ou a busca por pertencimento, sem perder o ritmo da comédia.

O peso da emoção e a escola Disney e Pixar

Já a Disney, frequentemente acompanhada pela maestria da Pixar, estabeleceu o padrão da jornada do herói com uma carga moral elevada. Filmes como O Rei Leão, Divertida Mente ou Soul não buscam apenas o sorriso do público; eles buscam a sua transformação. O foco central está na metáfora e no simbolismo. Cada desafio enfrentado pelo protagonista serve como um espelho para as dores do crescimento, o processo de luto ou a busca incessante por um propósito de vida.

Essa narrativa costuma ser mais cadenciada e cuidadosa, construindo uma conexão emocional que muitas vezes leva o espectador às lágrimas. A lição de moral da Disney não é meramente um ensinamento didático, mas sim uma experiência compartilhada que tenta humanizar até as criaturas mais fantásticas. Em 2026, essa profundidade continua sendo o diferencial que transforma um simples desenho em um clássico atemporal capaz de atravessar décadas.

O melhor dos dois mundos e a evolução em 2026

Atualmente, as barreiras entre esses dois estilos estão cada vez mais borradas e o público moderno exige produções híbridas. A nova animação da Netflix, Como Mágica, parece trilhar justamente esse caminho equilibrado. Ela utiliza a comédia física da troca de corpos, um recurso clássico do humor, para entregar uma mensagem poderosa sobre empatia e a importância de ver o mundo sob outra perspectiva.

Existem três pilares principais que definem essa evolução atual:

  • O Humor Físico: Focado em entretenimento puro e gargalhadas instantâneas, como em Madagascar.
  • A Lição de Moral: Focada em emoção profunda e desenvolvimento psicológico, como em Soul.
  • O Modelo Híbrido: Que busca o equilíbrio perfeito entre o riso e a lágrima, marca registrada de Como Mágica.

Seja qual for a sua preferência pessoal, o fato é que a animação deixou de ser considerada apenas coisa de criança para se tornar uma das formas mais complexas e respeitadas de arte cinematográfica. Às vezes, tudo o que realmente precisamos é de um pássaro e uma criatura da floresta trocando de lugar para nos lembrar que a vida é uma mistura perfeita de caos e aprendizado constante.

Você acredita que o excesso de lições de moral pode acabar tirando a diversão pura e simples dos filmes de animação atuais? Conta para a gente!

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