‘Roubar não é inovação’: Scarlett Johansson e mais de 700 artistas lançam manifesto contra IA

Cheyna Corrêa

Em uma ofensiva histórica contra as Big Techs, Scarlett Johansson, Chaka Khan e Questlove lideram um grupo de mais de 700 signatários na campanha “Stealing Isn’t Innovation” (Roubar não é inovação). Lançado nesta quinta-feira (22), o movimento marca um ponto de virada na batalha pelos direitos autorais na era da Inteligência Artificial.

A iniciativa é o braço mais recente da Human Artistry Campaign, uma coalizão global que une 180 grupos em defesa do uso ético da tecnologia. O objetivo é claro: denunciar a “colheita em massa ilegal” de obras protegidas para o treinamento de plataformas de IA Generativa.

O Manifesto: “É roubo, pura e simples”

O site oficial da campanha traz uma mensagem de união entre diferentes setores da economia criativa, de Hollywood à indústria fonográfica:

Roubar nosso trabalho não é inovação. Não é progresso. É roubo — simples e puramente. Um caminho melhor existe: através de acordos de licenciamento e parcerias… É possível ter tudo: uma IA que se desenvolve rapidamente e, ao mesmo tempo, o respeito aos direitos dos criadores.

 

O Perigo do “Entulho de IA”

Além da defesa dos direitos autorais, o grupo alerta para os riscos culturais e econômicos de uma IA não regulamentada. O manifesto introduz o termo “A.I. slop” (algo como “entulho” ou “resíduo” de IA) para descrever a avalanche de conteúdos artificiais de baixa qualidade que ameaçam inundar a internet, incentivando a desinformação e a proliferação de deepfakes.

Quem Assina?

A lista de apoiadores reúne pesos pesados de todas as vertentes do entretenimento, veja alguns deles:

  • Cinema e TV: Cate Blanchett, Joseph Gordon-Levitt, Fran Drescher (presidente do SAG-AFTRA), Kristen Bell e Scarlett Johansson.
  • Música: R.E.M., Jennifer Hudson, Cyndi Lauper, MGMT, OneRepublic, Jill Scott, Cece Winans, Bonnie Raitt e Ryan Tedder.
  • Bandas e Coletivos: The Roots, OK Go e Common.

Veja a lista completa aqui.

O lançamento da campanha ocorre em um momento decisivo de 2026, enquanto o Congresso americano e os tribunais debatem novas regulações para o setor.

Fontes: TheWrap / Music Business Worldwide / Complex / Engadget

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