A confirmação da saga do Moro no anime de ‘Dragon Ball Super’ já entrou facilmente na lista de momentos mais aguardados da franquia nos últimos anos. E não é exagero dizer isso. Estamos falando de um arco que entrega um vilão realmente diferente, escala de ameaça absurda, consequências reais para o universo e um dos melhores desenvolvimentos de personagens desde o fim de ‘Dragon Ball Z’. Moro não é só mais um inimigo forte. Ele é um conceito de destruição ambulante.
Logo de cara, a saga deixa claro que a proposta aqui não é apenas subir número de poder. Mesmo após 10 milhões de anos preso, Moro ainda era tão sinistro que fez Goku suar frio só de tentar sentir o ki dele. E o próprio Goku admite que aquilo era algo “totalmente diferente de tudo que já enfrentou”, já que eram como “várias pessoas gritando em agonia”.
O nascimento de um vilão verdadeiramente apocalíptico
O primeiro impacto da saga é mostrar quem Moro realmente é. O cara lutou contra o antigo Supremo Senhor Kaioh há milhões de anos, algo que por si só já colocaria qualquer vilão em outro patamar. Durante essa batalha, Moro fazia chover meteoros, drenava a energia vital de planetas inteiros em segundos e transformava mundos vivos em desertos mortos. Tudo isso não na base da força bruta, mas através de magia pura, algo raríssimo em ‘Dragon Ball’.
Essa habilidade de sugar a energia do planeta inteiro fez com que ele ganhasse o título de “Devorador de Planetas”, funcionando quase como um Galactus versão Dragon Ball. O mais assustador é que ele não foi derrotado de verdade no passado. Seu poder foi apenas selado, o que significa que o problema nunca foi resolvido — apenas adiado.

O terror psicológico que nem Goku e Vegeta estavam prontos para enfrentar
Quando Goku tenta sentir o ki do Moro e simplesmente trava, a saga dá um passo além do comum. Não era um ki gigantesco, divino ou esmagador. Era algo pior. Segundo o próprio Goku, era como se várias vozes estivessem gritando em agonia ao mesmo tempo. Esse detalhe muda completamente o clima da história e coloca Moro em um território mais próximo do horror do que da simples porradaria shonen.
Mesmo enfraquecido, Moro conseguia desviar de ataques do Vegeta Blue, absorver energia enquanto lutava e enfraquecer seus inimigos a cada segundo. Chegou ao ponto de Goku e Vegeta mal conseguirem se transformar. O cenário inteiro virou arma: lava do núcleo do planeta, barreiras naturais, gravidade, tudo sendo usado contra eles. Não era só uma luta. Era sobrevivência.

Crueldade, consequências e o melhor desenvolvimento do Vegeta em anos
Diferente de muitos vilões, Moro não se limitou a enfrentar apenas os protagonistas. Ele atacou civis, massacrou Namekuseijins e deixou claro que não havia honra nenhuma em seus atos. Uma das cenas mais pesadas envolve ele jogando um Namekuseijin na lava na frente da própria família, sem demonstrar qualquer emoção.
Esse cenário abriu espaço para algo raro em ‘Dragon Ball Super’: peso narrativo real para o Vegeta. Ao retornar a Namek, ele confronta diretamente os erros do passado e busca redenção. Isso culmina no aprendizado da Fissão Espiritual, uma técnica capaz de separar e redistribuir energia, desfazer fusões e anular absorções. É o completo oposto da Genki Dama e uma das habilidades mais inteligentes já introduzidas na franquia.
Uma batalha final que exige tudo — e mais um pouco
Para derrotar Moro, não bastava socar mais forte. Goku precisou levar o Instinto Superior a um novo nível, enquanto Moro se fundia literalmente com o planeta, atacando de todos os lados ao mesmo tempo. O famoso “susanoo de ki” dividiu opiniões, mas narrativamente fazia sentido diante de um inimigo que havia se tornado parte do próprio mundo.
Mesmo assim, Moro continuava evoluindo, copiando habilidades, criando barreiras, usando leitura mental, ilusões, paralisia e absorção de energia. Foi necessário Goku, Vegeta e praticamente meio universo para finalmente derrubar um dos vilões mais completos e perigosos que ‘Dragon Ball’ já criou.
Agora, com essa saga chegando ao anime, a expectativa é gigantesca. Se a Toei tratar esse arco com o mesmo cuidado técnico visto em produções recentes, a saga do Moro tem tudo para se tornar um marco histórico de ‘Dragon Ball Super’. Não é só hype. É potencial real de entrar para a história da franquia.





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