Sem Demogorgons, sem Demobats: Revelado o motivo da ausência dos monstros na batalha final de ‘Stranger Things’

Cheyna Corrêa

A quinta e última temporada de Stranger Things já está disponível na Netflix, encerrando uma saga de quase uma década. O final foi épico, emocionante e cheio de respostas, mas os fãs mais atentos notaram um detalhe curioso durante o confronto decisivo no Abismo: onde estavam os clássicos Demogorgons e os Demobats?

A ausência das criaturas que aterrorizaram Hawkins desde 2016 não foi um erro de produção, mas uma escolha criativa deliberada. Detalhes revelados no documentário de bastidores, One Last Adventure: The Making of Stranger Things 5, explicam por que os Irmãos Duffer deixaram os monstros “no banco de reservas”.

A “Fadiga do Demogorgon”

A decisão partiu de Kate Trefry, roteirista e produtora executiva da série. Durante o desenvolvimento do roteiro, a equipe debateu se o Abismo (a terra natal das criaturas) deveria estar infestado de monstros.

Trefry cunhou o termo “fadiga do Demogorgon”. O argumento era simples: após quatro temporadas enfrentando as mesmas bestas, o impacto do medo havia diminuído. Colocar dezenas deles na tela poderia tirar o brilho das novas ameaças e, principalmente, do vilão central, Vecna (Jamie Campbell Bower), e da forma final gigantesca do Devorador de Mentes.

Ross Duffer concordou, optando por focar na conexão mental de Henry Creel com o mundo que ele moldou, evitando que a batalha final se tornasse apenas uma “matança de monstros genéricos”. Os Demobats nem foram citados… coitado do Ed!

Divulgação/Netflix

A explicação dentro da história

Mas como isso se justifica dentro da trama? Os monstros simplesmente sumiram?

Não. De acordo com Matt e Ross Duffer, os Demogorgons ainda existem e estavam lá, mas Vecna foi pego de surpresa. O ataque coordenado pelo grupo de Hawkins foi tão preciso e rápido que o vilão não teve tempo hábil para convocar seu “exército de formigas”, como Matt descreveu as criaturas menores.

Além disso, com a manifestação colossal do Devorador de Mentes no clímax, a presença de ameaças menores foi considerada desnecessária para manter o nível de perigo letal da cena.

Divulgação/Netflix

A guardiã do cânone

A influência de Kate Trefry nessa decisão mostra seu peso na franquia. Trefry entrou na equipe na 2ª temporada e se tornou a principal guardiã da mitologia da série. Ela também é a autora da aclamada peça teatral Stranger Things: The First Shadow, que conta a origem de Henry Creel nos anos 40 e é canônica para a história.

Foi ela quem garantiu que as regras do Mundo Invertido e do Abismo fossem respeitadas, conectando o passado de Henry com o desfecho da série, mesmo que isso significasse deixar os Demogorgons descansando.

E você, sentiu falta dos monstros clássicos no final ou achou que o foco no Vecna foi a melhor escolha? Comente aqui embaixo!

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