‘Sequestro: Elizabeth Smart’: Documentário difícil de assistir, mas com final feliz, já está na Netflix

Cheyna Corrêa

Nas primeiras horas de 5 de junho de 2002, a América parou. Elizabeth Smart, então com 14 anos, foi levada de seu quarto sob a ameaça de uma faca. O caso se tornou um dos mais notórios da história recente dos EUA, mas, por muito tempo, os detalhes reais permaneceram fragmentados em manchetes sensacionalistas.

Agora, o documentário Sequestro: Elizabeth Smart (Kidnapped: The Elizabeth Smart Story), já disponível na Netflix, oferece a versão definitiva dos fatos — contada pela própria sobrevivente.

A História Real: 9 Meses de Pesadelo

O filme mergulha nos nove meses angustiantes em que Elizabeth foi mantida em cativeiro por Brian David Mitchell (um autoproclamado profeta de rua) e sua esposa, Wanda Barzee.

A narrativa expõe falhas cruciais da investigação inicial:

  • As autoridades focaram inicialmente na própria família de Elizabeth e em um empreiteiro local, ignorando pistas vitais.
  • A virada no caso veio de Mary Katherine, irmã mais nova de Elizabeth que testemunhou o sequestro fingindo estar dormindo. Meses depois, ela teve um estalo de memória e identificou o sequestrador como “Emmanuel”, um homem que havia trabalhado na casa da família.

O documentário também revela momentos de tensão máxima, como um quase resgate em uma biblioteca pública, onde um detetive abordou o trio, mas deixou Brian Mitchell ir embora após ele se recusar a levantar o véu que cobria o rosto de Elizabeth. Assista o trailer:

Por que contar a história agora?

Hoje, Elizabeth está pronta para falar o que a adolescente de 2003 não conseguia. Em entrevista ao Tudum, ela explicou que sentiu que seu depoimento no tribunal, na época, carecia de contexto humano.

Lembro-me de pensar que, se tudo isso fosse sair de qualquer maneira, eu queria que tivesse algum significado, e que servisse a um propósito. Eu queria ter algum controle sobre minha história. Isso me ajudou a decidir compartilhá-la.

O objetivo do documentário não é apenas chocar, mas inspirar. Elizabeth espera que sua jornada sirva de modelo de resiliência para outras vítimas de abuso, mostrando que não há motivo para sentir vergonha.

Um Alerta aos Espectadores

É importante ressaltar que o documentário aborda temas pesados e gatilhos sensíveis, incluindo descrições de abuso infantil e violência sexual. A direção de Benedict Sanderson não foge da brutalidade do que aconteceu, mas ancora tudo na força inquebrável de Elizabeth.

Apesar da dureza do relato, a mensagem final é de esperança. Como a própria Elizabeth resume:

Eu também espero que traga conforto saber que existem finais felizes — e que, mesmo depois que coisas terríveis acontecem, você ainda pode ter uma vida maravilhosa.

Quem participa?

“Sequestro: Elizabeth Smart” – Divulgação/Netflix

Além de Elizabeth, o documentário traz entrevistas com seu pai, Ed Smart, e sua irmã, Mary Katherine. A mãe, Lois Smart, optou por não participar, preferindo deixar o passado para trás — uma decisão que Elizabeth afirma respeitar totalmente.

Sequestro: Elizabeth Smart já está disponível para streaming na Netflix.

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