A série live-action de “Eragon” acaba de dar um passo decisivo. Após um longo período sem novidades, o Disney+ confirmou que a produção segue em desenvolvimento com uma equipe criativa reformulada.
O projeto agora conta com Todd Harthan e Todd Helbing como co-showrunners, além de Marc Webb, conhecido por dirigir os dois filmes de “O Espetacular Homem-Aranha”, como produtor executivo ao lado de Rachel Moore.
Quem está por trás da nova versão de “Eragon”?
Bert Salke, que já estava envolvido desde o anúncio inicial, continua como produtor executivo pela Co-Lab 21, em parceria com a 20th Television.
Agora, porém, ele ganha reforços de peso. Todd Harthan assume também como co-criador da série ao lado do próprio Christopher Paolini, autor dos livros que deram origem à franquia.
A presença de Marc Webb no projeto é um sinal interessante.
Embora seus filmes do Homem-Aranha tenham dividido opiniões entre os fãs, Webb possui experiência sólida em conduzir produções de grande escala com apelo jovem e elementos fantásticos.
Sua contribuição como produtor executivo pode trazer uma sensibilidade visual e narrativa que a adaptação exige.
A sinopse oficial já foi revelada
A logline divulgada pela produção dá o tom do que podemos esperar:
Quando o destino escolhe um adolescente comum para se tornar o primeiro Cavaleiro de Dragão em mais de cem anos, ele precisa forjar um vínculo inquebrável com seu dragão, dominar a magia ancestral e desafiar o rei louco que destruiu os Cavaleiros.
A descrição deixa claro que a série pretende abraçar os elementos centrais do primeiro livro, com foco na jornada de Eragon e sua ligação com a dragoa Saphira.
É uma premissa que equilibra aventura épica, amadurecimento e fantasia medieval.
Uma saga literária de peso
“Eragon” é o primeiro dos quatro livros que compõem o “Ciclo da Herança” (Inheritance Cycle), saga que inclui também “Eldest”, “Brisingr” e “Inheritance”.
No total, os romances já venderam mais de 40 milhões de cópias ao redor do mundo, consolidando Paolini como um dos grandes nomes da literatura fantástica jovem-adulta.
A obra já havia sido adaptada para o cinema em 2006, em um filme estrelado por Ed Speleers no papel-título, com Rachel Weisz como a voz de Saphira, Jeremy Irons como Brom e John Malkovich como Galbatorix.
Apesar de ter arrecadado cerca de US$ 250 milhões nas bilheterias mundiais contra um orçamento de US$ 100 milhões, o longa foi amplamente criticado por público e crítica.
Para muitos fãs, o filme não fez justiça ao material original.
A campanha dos fãs que deu resultado
Em 2021, fãs da saga começaram a usar a hashtag #EragonRemake nas redes sociais para pressionar a Disney a desenvolver uma nova adaptação.
A mobilização ganhou força e, aparentemente, surtiu efeito. A confirmação da série veio em 2022, acompanhada de declarações entusiasmadas do próprio autor.
Paolini não escondeu a emoção ao comentar o andamento do projeto na época do anúncio:
Isso levou muito tempo para acontecer. Não consigo dizer quantas conversas, reuniões e mensagens foram necessárias para chegar a este ponto. E ainda estamos apenas no começo! No entanto, nada disso teria sido possível sem todos que leram os livros, apoiaram as campanhas e participaram deste fandom ao longo dos anos. Então, um enorme obrigado a todos os alagaesianos por aí. Vocês trouxeram o trovão.
Bert Salke também reforçou o entusiasmo, traçando um paralelo direto com outra adaptação bem-sucedida da Disney:
É emocionante trabalhar com Christopher em uma adaptação de Eragon para o Disney+. Assim como aconteceu com Percy Jackson, a 20th e o Disney+ estão oferecendo a chance de traduzir essas histórias para as telas da forma que seus milhões de fãs merecem.
A menção a “Percy Jackson” não é por acaso. A série baseada nos livros de Rick Riordan se tornou uma das apostas de maior destaque do Disney+ no segmento de adaptações literárias, e o estúdio claramente quer repetir essa fórmula com “Eragon”.
O que essa movimentação sinaliza
A chegada de novos showrunners e a permanência de Paolini como co-criador indicam que a Disney está tratando “Eragon” como um projeto de longo prazo. Com quatro livros disponíveis para adaptação, a série tem potencial para se estender por várias temporadas, algo que o formato televisivo permite explorar com muito mais profundidade do que um único filme jamais conseguiu.
Além disso, o mercado atual de streaming é extremamente receptivo a franquias de fantasia épica. Produções como “O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder”, “A Roda do Tempo” e “A Casa do Dragão” provam que existe um público fiel e crescente para esse gênero. Se a Disney acertar o tom e respeitar o material de origem, “Eragon” pode se tornar um dos pilares do catálogo de fantasia do Disney+.
O desafio, no entanto, não é pequeno. Os fãs da saga carregam a frustração do filme de 2006 e esperam uma adaptação que finalmente honre a complexidade do universo criado por Paolini. Com o autor diretamente envolvido no processo criativo, as chances de que isso aconteça são consideravelmente maiores desta vez.
Ainda não há previsão de data de estreia para a série de “Eragon” no Disney+, mas o avanço do projeto com uma equipe criativa consolidada é, sem dúvida, o sinal mais concreto de que a Alagaësia finalmente ganhará a adaptação que merece.






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