Após a recepção mista e polarizada de ‘Thor: Amor e Trovão’ (2022), o cineasta Taika Waititi veio a público defender as escolhas criativas que transformaram o Deus do Trovão de um herói shakespeariano estóico em uma figura cômica no MCU.
Segundo o diretor, a mudança de tom iniciada em 2017 com ‘Thor: Ragnarok’ não foi apenas uma escolha estética, mas uma necessidade de sobrevivência para o personagem.
Para entender o contexto, é preciso lembrar que os dois primeiros filmes do herói (Thor e O Mundo Sombrio) tiveram desempenhos apenas moderados e críticas mornas.
A Marvel Studios, na época, precisava de uma “grande tacada” para revitalizar o asgardiano. Foi aí que Waititi entrou, injetando cores vibrantes e humor improvisado.
“Pelo Bem Maior”

Em uma entrevista recente para a Variety, Waititi explicou que levar Odinson para o caminho da comédia foi essencial para manter o interesse do público.
O Thor já existia antes de mim. As coisas que Chris [Hemsworth] e eu fizemos e como o moldamos naquela nova versão… aquilo foi pelo bem maior da franquia como um todo
Apesar de ‘Ragnarok’ ser amplamente aclamado, a sequência ‘Amor e Trovão’ foi criticada por excesso de “bobeira”, algo que o próprio Chris Hemsworth admitiu posteriormente, afirmando que o filme se tornou “bobo demais”.
O Retorno da Seriedade em Vingadores: Doomsday
Com a confirmação de que os Irmãos Russo (diretores de Guerra Infinita e Ultimato) retornarão para comandar ‘Vingadores: Doomsday’, espera-se que Thor recupere sua postura mais séria e trágica.
Waititi, que não deve retornar para um eventual Thor 5, mostrou total apoio à mudança de guarda.
Eu estava assistindo ‘Guerra Infinita’ e ‘Ultimato’ duas semanas atrás. Eles são tão bons. Sou muito amigo dos Russos e vou adorar ver o que eles farão agora que o bastão voltou para eles





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