A Ubisoft atravessa um período de reestruturação profunda em 2026, resultando no cancelamento de múltiplos projetos, incluindo títulos da franquia ‘Assassin’s Creed’ e diversos jogos focados em modalidades multijogador. Após enfrentar uma sequência de resultados comerciais abaixo do esperado, altos custos operacionais e uma queda acentuada em suas ações, a empresa francesa anunciou mudanças drásticas em seu modelo de negócios. O plano envolve a divisão da companhia em cinco divisões criativas focadas em gêneros específicos, além do fechamento de estúdios e demissões pontuais.
Embora a Ubisoft tenha confirmado oficialmente apenas o cancelamento do remake de ‘Prince of Persia: The Sands of Time’, novas informações indicam que outros cinco projetos foram descartados durante a reorganização de janeiro de 2026. Entre eles, destaca-se o fim do suporte para o jogo mobile ‘Assassin’s Creed Rebellion’, lançado em 2018. O encerramento do desenvolvimento de novos conteúdos para o título coincide com o fechamento do estúdio Ubisoft Halifax, que era responsável pela co-produção do RPG para dispositivos móveis.
A lista de projetos cancelados, revelada pelo portal Insider Gaming, inclui títulos que ainda estavam em estágios iniciais de desenvolvimento, como o misterioso ‘Assassin’s Creed Singularity’. A decisão de interromper essas produções teria sido facilitada pelo fato de a empresa ainda não ter investido recursos massivos em suas execuções. Além da famosa franquia de assassinos, outros três projetos conhecidos apenas por codinomes internos também foram arquivados pelo estúdio: Project Aether, Project Pathfinder e Project Crest.
O Project Pathfinder, anteriormente conhecido como Project U, era um jogo de tiro cooperativo que vinha sendo testado em versões beta há alguns anos. Em março de 2024, a produção chegou a passar por um reboot completo devido a preocupações dos executivos com o fator de jogabilidade a longo prazo. Originalmente liderado pela Ubisoft Annecy, o projeto buscava um espaço no mercado de jogos de tiro em equipe, mas não sobreviveu ao corte de gastos da reestruturação atual, deixando o futuro de seus desenvolvedores incerto.
Outra perda significativa na estratégia da empresa foi o Project Crest, descrito em rumores como um jogo de tiro de extração ambientado na Segunda Guerra Mundial. A Ubisoft já havia explorado mecânicas de extração anteriormente com a ‘Zona Cega’ da franquia ‘The Division’, mas nunca conseguiu consolidar um sucesso estrondoso no formato popularizado por jogos como ‘Escape from Tarkov’. Com o cancelamento do Project Crest, a companhia parece recuar em sua tentativa de dominar esse subgênero competitivo.
A reação da comunidade e da indústria diante da lista vazada mistura surpresa e ceticismo, especialmente pelo destino de títulos que estavam há muito tempo em produção. Enquanto jogos como ‘Beyond Good & Evil 2’ e o remake de ‘Splinter Cell’ permanecem em uma zona cinzenta, o descarte definitivo do retorno de Prince of Persia causou impacto entre os fãs saudosistas. O projeto, que estava em desenvolvimento desde 2020, era a única confirmação oficial de cancelamento feita pelos representantes da marca até o momento.
O Project Aether é outro título que teria sido interrompido na Ubisoft Halifax antes mesmo de ser revelado ao público. A tendência de focar em grandes marcas e reduzir a aposta em experiências multijogador experimentais parece ser a nova diretriz da gestão francesa para recuperar a confiança dos investidores. A reorganização busca simplificar a estrutura da empresa, priorizando a entrega de grandes sucessos (AAA) que garantam retorno financeiro imediato diante da crise institucional enfrentada pelo grupo.
Até o fechamento desta notícia, a Ubisoft não havia se pronunciado oficialmente sobre os detalhes específicos dos projetos mencionados pelo vazamento, com exceção do título de Prince of Persia. No entanto, o fechamento físico de estúdios como o de Halifax serve como um forte indicativo de que o suporte a jogos como ‘Assassin’s Creed Rebellion’ realmente chegou ao fim. O cenário atual aponta para uma produtora muito mais enxuta e cautelosa com novos investimentos em propriedades intelectuais menos consolidadas.





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