Se tem uma coisa que nunca mudou em ‘Dragon Ball’, é isso: quando Vegeta aparece, ele rouba a cena. Pode estar do lado do Goku, pode estar contra, pode estar só de braços cruzados… se ele fala, o foco é dele. Desde Majin Vegeta, passando pelo sacrifício contra Majin Boo, até sua evolução em ‘Dragon Ball Super’, parecia que tudo já tinha sido explorado. Só que não. A Saga do Moro provou que o príncipe dos saiyajins ainda tinha uma carta absurda na manga.
Na revanche contra Moro em Namek, Goku e Vegeta chegam confiantes em Super Saiyajin Blue. Em teoria, eram os dois mais fortes do campo de batalha. Se tivessem partido pra cima com tudo, talvez resolvessem ali mesmo. Mas tinha o terceiro desejo feito para o Porunga. Os prisioneiros da Patrulha Galáctica foram libertados e ainda receberam upgrade mágico. Resultado? Tempo suficiente pro bode velho do Moro começar a sugar energia de novo. E quando você luta contra alguém que fica mais forte enquanto você se desgasta, a matemática já não fecha.
O Orgulho Saiyajin e a Escolha por Yardrat
Diferente do Goku, Vegeta não engoliu aquela derrota. O orgulho saiyajin dele não permite. Pra ele, luta é força contra força. Nada de truque, nada de roubo de energia. E foi exatamente por isso que Moro virou o inimigo que ele mais odiou enfrentar. Porque Moro não joga dentro da lógica de um guerreiro.
Enquanto Goku seguiu com a Patrulha Galáctica, Vegeta fez outra escolha. Pegou uma nave e partiu para o Planeta Yardrat — o mesmo onde Goku aprendeu o teletransporte após a saga Freeza. Lá, ele descobriu que aqueles pequenos mestres dominavam o “espírito” — o ki — num nível absurdo. Clones, expansão corporal, manipulação energética refinadíssima. E Vegeta tinha um objetivo claro: encontrar um counter definitivo para o roubo de energia de Moro.

A Fissão Espiritual: O Golpe Mais Inteligente da Carreira do Vegeta
O treino em Yardrat não foi fácil. Era mental, espiritual, técnico. Muito mais refinado do que bruto. Vegeta quase se arrependeu. Ele não tinha tempo. A Terra podia virar poeira. Mas quando Vegeta decide fazer algo… ele faz. Mestre Pybara reconheceu que o controle espiritual dele estava mais polido do que o de Goku — e isso não é pouca coisa.
Foi assim que nasceu a Fissão Espiritual, talvez a técnica mais estratégica já usada por Vegeta. Cada golpe contra Moro não servia apenas para causar dano. Servia para arrancar à força toda energia roubada. O feitiço virou contra o feiticeiro. E aqui vem o ponto mais absurdo: Vegeta reviveu o novo planeta Namek inteiro ao devolver a energia absorvida para cada dono original. Foi como uma Genki Dama ao contrário. Em vez de concentrar energia, ele redistribuiu. Mesmo sendo inferior em poder bruto ao Goku naquele momento, foi ele quem humilhou Moro de verdade.

O Verdadeiro Crescimento do Príncipe dos Saiyajins
Vegeta não solou Moro. A batalha ainda escalou, ainda deu problema, ainda exigiu o Instinto Superior de Goku. Mas sem Vegeta, os danos seriam permanentes. Namek não teria sido restaurado. A energia roubada não teria voltado. Ele foi a resposta certa para o inimigo certo.
E no meio da luta, ele deixa claro o que busca: absorção e fusão não representam o verdadeiro poder. O que ele quer é uma luta justa. Esse é o crescimento real do personagem. Não é só transformação nova ou explosão maior.
É propósito, identidade e coerência com tudo que ele sempre foi. Então quando alguém diz que Vegeta já atingiu o limite em ‘Dragon Ball’, talvez o auge esteja na Saga do Moro. Ele evoluiu além da força. Evoluiu como guerreiro. E se isso já foi absurdo… talvez o melhor momento do Vegeta ainda esteja por vir.






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