Vilão mais ridículo do MCU era ainda pior nos quadrinhos; veja quem é

Andre Luiz

Nem todos os antagonistas do MCU foram criados para impor medo. Alguns surgiram com um tom propositalmente caricato — e Taserface, apresentado em Guardiões da Galáxia Vol. 2, é um dos exemplos mais emblemáticos.

Em Guardiões da Galáxia Vol. 2, o personagem lidera um motim entre os Ravagers após acreditar que Yondu Udonta havia ficado “mole”. Ele captura Yondu, Rocket e Groot, além de lançar aliados do antigo líder no vácuo do espaço. Apesar da postura ameaçadora inicial, toda a tensão se desfaz quando ele revela seu nome: Taserface. Rocket reage com gargalhadas, incapaz de levar o vilão a sério, mesmo sob ameaça.

A versão do MCU foi criada para funcionar como alívio cômico, mas a inspiração nos quadrinhos traz uma história muito mais estranha e conectada ao legado do Homem de Ferro.

A origem nos quadrinhos e a ligação com Tony Stark

Nas HQs, Taserface pertence a uma raça alienígena chamada Stark, seres de pele azul e orelhas pontudas. A conexão com Tony Stark não é coincidência. Na realidade alternativa Terra-691, a Terra foi dominada por invasores conhecidos como Mestres Marcianos. Para impedir que sua tecnologia caísse em mãos inimigas, Tony lançou seus equipamentos no espaço.

Esses artefatos acabaram em um planeta habitado por uma espécie primitiva, que passou a adorar o Homem de Ferro como uma divindade. Eles adotaram o nome Stark e recriaram armaduras inspiradas em seu “deus”, mas com um detalhe crucial: não se tornaram heróis, e sim conquistadores violentos. Nesse contexto, Taserface atuava como explorador e foi descrito em Guardiões da Galáxia #1 como um dos mais poderosos.

Um vilão literal, não metafórico

No filme, Taserface afirma que seu nome era “metafórico”. Nos quadrinhos, isso não se aplica. Sua armadura vermelha e dourada, semelhante à do Homem de Ferro, possuía diversas armas, incluindo um feixe de energia eletromagnética mortal disparado diretamente de seu rosto.

O confronto inicial acontece no planeta Courg, reivindicado como território Stark, contra uma versão futurista dos Guardiões da Galáxia liderada por Vance Astro. Mesmo com recursos avançados, Taserface foi derrotado.

De Taserface a Overkill: punição e queda definitiva

Após a falha, os líderes dos Stark retiraram seu nome como forma de punição, submetendo-o à tortura pelas Iron Maidens. Quando retorna, ele adota o nome Overkill e veste uma armadura ainda mais poderosa.

Sua última aparição ocorre em Guardiões da Galáxia #48. Em um ato final, ativa a autodestruição do traje, causando uma explosão capaz de dizimar dezenas de sistemas solares. O ataque só não provoca um desastre maior porque o Guardião Hollywood — versão futura do herói Magnum — consegue absorver a maior parte da energia. No fim, Overkill é a única vítima da explosão.

Adaptação livre no MCU e possíveis conexões futuras

Ao adaptar o personagem para Guardiões da Galáxia Vol. 2, James Gunn optou por ignorar quase todos os elementos dos quadrinhos, mantendo apenas o nome como referência. A decisão não gerou reação negativa, já que se trata de um vilão pouco conhecido do grande público.

Ainda assim, o conceito da raça Stark e do culto ao Homem de Ferro é visto como algo que poderia se encaixar no MCU. Uma explicação alternativa ao envio da tecnologia para o espaço poderia envolver a rede de satélites da Stark Industries apresentada em Homem-Aranha: Longe de Casa.

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