O retorno de um personagem há muito tempo falecido no Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) dentro da série ‘Vision Quest’ revive uma teoria ousada sobre a biblioteca de personagens de ‘X-Men’. Após o lançamento de ‘Wonder Man’, a Marvel Studios focará seus esforços em ‘Vision Quest’, produção do Disney+ que dará destaque ao Visão, interpretado por Paul Bettany, após sua ressurreição em ‘WandaVision’.
As informações de elenco para a nova série revelaram que a trama contará com o protagonista ao lado de duas figuras que haviam morrido ou eram dadas como mortas na franquia. O show deve incluir aparições de Ultron, de ‘Vingadores: Era de Ultron’, e de Raza, o líder terrorista que aparentemente encontrou seu fim no primeiro filme do ‘Homem de Ferro’, lançado em 2008.

Embora Raza pareça menos relevante para o panorama geral do MCU à primeira vista, a decisão de trazê-lo de volta levanta questões sobre seu papel narrativo. Durante anos, acreditou-se que o vilão era um personagem descartável criado exclusivamente para o cinema, mas sua reintrodução sugere que uma antiga teoria, antes considerada improvável, pode finalmente ser confirmada pela Marvel.
A teoria em questão conecta o terrorista dos Dez Anéis a Raza Longknife, um membro icônico dos Piratas Siderais nos quadrinhos dos ‘X-Men’. Nas HQs, os Piratas Siderais são um grupo de aventureiros espaciais liderados por Corsário, o pai de Ciclope, e frequentemente atuam como aliados dos mutantes em missões galácticas.
Por muito tempo, a semelhança de nomes foi tratada como mera coincidência por críticos e fãs, já que os direitos dos ‘X-Men’ não pertenciam à Disney em 2008. Além disso, havia um abismo de personalidade entre os dois: um era um terrorista humano cruel na Terra, enquanto o outro é um pirata espacial heroico de uma galáxia distante.
A morte explícita do personagem em ‘Homem de Ferro’ também servia como barreira para qualquer conexão futura, pois não parecia haver justificativa para seu retorno. No entanto, com a confirmação de que o ator Faran Tahir reprisará o papel em ‘Vision Quest’, as chances dessa teoria se tornar realidade aumentaram drasticamente dentro do atual contexto da saga. Ainda que os detalhes sobre como o personagem retornará permaneçam sob sigilo, o tema central da série oferece pistas importantes.

Por se tratar de uma produção focada em robôs e androides, surgem cenários onde a tecnologia pode ser a chave para a ressurreição de Raza, possivelmente através de meios cibernéticos ou inteligência artificial. Uma das possibilidades discutidas é que Ultron, ou outro antagonista, construa um androide com a aparência física do vilão.
Outra alternativa sugere que o corpo original de Raza tenha sido recuperado para a criação de um ciborgue, o que criaria um elo direto com o herói dos quadrinhos, que também foi transformado em ciborgue após ser deixado para morrer. Seguir esse caminho e adotar um design visual semelhante ao do herói das HQs transformaria o personagem no Raza Longknife oficial do MCU. Contudo, essa seria uma interpretação livre da obra original, já que o histórico do vilão no cinema ainda está distante de uma possível aliança com os Piratas Siderais ou um encontro com o Corsário.
Adaptar o personagem para que ele seja fiel aos quadrinhos representa um desafio narrativo considerável para os roteiristas da Marvel Studios. Para que a transição seja completa, seria necessária uma mudança moral significativa no personagem, além de uma justificativa para levá-lo ao espaço sideral após os eventos terrestres.
Mesmo com esses desafios, a inclusão de Raza em um projeto que explora a evolução de seres artificiais abre portas para experimentações com o cânone dos mutantes. A série pode servir como o primeiro passo para integrar elementos galácticos dos ‘X-Men’ que ainda não foram explorados nas telonas pela Disney, utilizando pontes estabelecidas desde o início da franquia.
O público aguarda agora por novos anúncios oficiais que possam esclarecer se essa participação será apenas um aceno aos fãs ou uma transformação definitiva. Enquanto isso, o retorno de figuras do passado reforça a tendência da Marvel em revisitar suas origens para construir o futuro de sua narrativa interconectada nos cinemas e no streaming.





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