‘Vladimir’: Rachel Weisz perde o controle na nova e provocante minissérie da Netflix

Cheyna Corrêa

O desejo pode levar uma pessoa a caminhos perigosos, e é exatamente essa premissa que guia Vladimir, a nova aposta da Netflix que estreia no dia cinco de março. Estrelada pela vencedora do Oscar Rachel Weisz, a produção é uma adaptação do aclamado romance de Julia May Jonas e promete misturar sedução, obsessão e um humor ácido em uma narrativa repleta de reviravoltas. A trama acompanha uma professora universitária que vê sua vida pessoal e profissional sair de controle ao desenvolver uma fixação perigosa por um novo colega de trabalho.

Composta por oito episódios, a minissérie mergulha em uma “toca do coelho” psicológica onde os limites entre a realidade e a fantasia se confundem. Ao lado de Weisz, o elenco traz Leo Woodall, que interpreta o objeto da obsessão, e John Slattery, no papel do marido da protagonista, que também enfrenta seus próprios impasses.

Divulgação/Netflix

Uma inversão lúdica de papéis

O título da série carrega um significado simbólico importante para a história. Segundo a criadora e showrunner Julia May Jonas, o nome Vladimir — que pertence ao personagem de Woodall — é uma forma de brincar com as convenções literárias clássicas. A autora explica que a escolha é uma provocação aos romances históricos que costumam levar os nomes de mulheres jovens pelas quais homens mais velhos são obcecados.

Esse é o sujeito da fixação sobre o qual vamos falar, e eu queria inverter o roteiro e fazer com que a história viesse da perspectiva de uma mulher.

A quebra da quarta parede e a anti-heroína caótica

Um dos diferenciais narrativos da série é o uso do discurso direto, onde a personagem de Rachel Weisz fala diretamente com o público. Essa técnica foi a solução encontrada para transpor a voz interna e complexa do livro para a tela. Para Weisz, essa abordagem cria um jogo de manipulação com o espectador, revelando uma protagonista profundamente humana, ainda que pouco confiável.

Você tem acesso direto ao que a personagem está pensando e também ao que ela quer que você pense. O que ela quer que você pense é um pouco distante da verdade total.

Leo Woodall reforça que essa interação deixa o público “por dentro da piada”, tornando a experiência imersiva. Ele destaca que a excentricidade natural de Weisz é fundamental para manter o charme de uma personagem que, apesar de suas ações questionáveis, tenta racionalizar cada passo dado enquanto sua vida desmorona.

Divulgação/Netflix

Do best-seller para as telas

O material de origem é o romance de estreia de Jonas, que liderou as listas de melhores livros do ano em veículos como o The Guardian e o The Washington Post. A qualidade da escrita foi o que atraiu Rachel Weisz para o projeto, que descreveu o texto como soberbo, engraçado e “um pouco ridículo”, o que garante o tom de comédia dramática da produção.

A escrita dela é simplesmente soberba. É tão engraçada, travessa, verdadeira, e um pouco ridícula. É isso que a torna engraçada.

A equipe de produção conta com nomes experientes, incluindo a dupla Shari Springer Berman e Robert Pulcini, que dirigem episódios e assinam a produção executiva ao lado da própria Weisz. O elenco de apoio é robusto, contando com talentos como Jessica Henwick e Matt Walsh, garantindo que cada núcleo da pequena faculdade de artes liberais tenha personagens igualmente imprevisíveis.

Divulgação/Netflix

Vladimir chega ao catálogo no início de março como uma das estreias mais provocantes da temporada. Se você gosta de histórias que exploram o lado sombrio do desejo e as complexidades da ambição feminina, esta minissérie é parada obrigatória. E você, está pronto para ver até onde a obsessão pode levar uma pessoa? Compartilhe este guia com seus amigos que adoram um suspense psicológico inteligente e preparem-se para a maratona!

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