Quando o CEO da Ubisoft chamou Skull and Bones de o primeiro jogo “AAAA“, o ceticismo foi imediato. E com razão.
O jogo acabou parecendo uma versão diluída de Assassin’s Creed 4: Black Flag, com bons visuais navais, mas sem profundidade.

Felizmente, para os fãs que ficaram órfãos de uma verdadeira aventura nos sete mares, um novo jogo indie na Steam chamado Windrose promete entregar exatamente o que o mercado AAA falhou em fazer.
Com lançamento em acesso antecipado previsto para 2026, Windrose chamou a atenção ao ser nomeado como um dos jogos mais aguardados no PC Gaming Show 2025.
A proposta é ambiciosa: misturar a liberdade da vida pirata com mecânicas profundas de sobrevivência e combate tático.
Uma Fantasia Pirata “De Verdade” (Com Monstros!)

Enquanto grandes estúdios evitam o tema pirata após o fracasso da Ubisoft, Windrose abraça o caos. O jogo se passa em uma versão alternativa da “Era de Ouro da Pirataria”.
Isso significa que, além de navegar por locais tropicais e comandar navios (de fragatas a galeões), você enfrentará ameaças sobrenaturais. Pense em zumbis estilo Piratas do Caribe e plantas carnívoras gigantes.
Essa mistura de realismo histórico com fantasia expressionista cria um ambiente onde o jogador realmente se sente um fora da lei independente, longe das amarras da sociedade civilizada.
O jogo oferece tanto o combate naval estratégico quanto exploração a pé, com pistolas de duelo e sabres.
Construção e Sobrevivência estilo Valheim

O que realmente separa Windrose de jogos como Sea of Thieves é a profundidade de seus sistemas de RPG e sobrevivência.
A influência de Valheim é clara: você começa com recursos escassos, construindo cabanas de pedra na praia, e pode evoluir até gerenciar bases navais complexas de vários andares.
O ciclo de gameplay envolve coletar recursos, cozinhar e criar estruturas (crafting) para sobreviver. Essa progressão constante é o que faltava nos concorrentes, dando ao jogador um motivo para continuar explorando e melhorando seu equipamento e base.
Combate “Souls-lite”: Stamina, Parries e Estratégia

Para completar o pacote, os desenvolvedores descrevem o combate de Windrose como “Souls-lite“. Não chega a ser punitivo como um Lies of P, mas pega emprestado os pilares do gênero Soulslike:
- Gerenciamento de Stamina (fôlego).
- Mecânicas de Parry (aparar) e rolamento (dodge).
- Ataques lentos e “comprometidos” (sem esmagar botões).
- Foco em pequenos grupos de inimigos em vez de hordas.
Além das armas da época, será possível aplicar efeitos elementais ao arsenal, trazendo aquela camada extra de fantasia.
Se Windrose conseguir equilibrar todos esses pratos — a construção de Valheim, o combate estilo Souls e a navegação de Black Flag —, ele tem tudo para ser o jogo de pirata definitivo do PC.





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