Um eclipse lunar previsto para 3 de março vai transformar a Lua em um astro avermelhado — fenômeno conhecido como “lua de sangue”. A data coincide com o aniversário de lançamento de The Legend of Zelda: Breath of the Wild, título que popularizou a mecânica da “Blood Moon” dentro da franquia.
Lançado originalmente em 3 de março de 2017 para o Nintendo Switch e o Wii U, o jogo apresenta um sistema em que a Lua de Sangue marca o retorno dos monstros derrotados no reino de Hyrule. Neste ano, o eclipse acontece justamente na mesma data, nove anos após a estreia do game.
O que é a Lua de Sangue na vida real
De acordo com a NASA, o fenômeno ocorre quando a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural.
Segundo a agência espacial, a Lua assume tonalidade avermelhada porque:
“Nosso planeta bloqueia a maior parte da luz do Sol que chega à Lua, e a luz que atinge a superfície lunar é filtrada por uma espessa camada da atmosfera da Terra.”
A visibilidade do eclipse será distribuída da seguinte forma:
- Leste da Ásia e Austrália: visível à noite
- Região do Pacífico: durante a madrugada
- América do Norte, América Central e extremo oeste da América do Sul: no início da manhã
- África e Europa: não terão visibilidade do fenômeno
Eclipses lunares acontecem, em média, cerca de três vezes por ano.
A Blood Moon em Breath of the Wild
Dentro do universo de The Legend of Zelda: Breath of the Wild, a Blood Moon é um evento recorrente que simboliza o fortalecimento de Ganon e o retorno das criaturas derrotadas pelo jogador. No game, o fenômeno ocorre a cada 2 horas e 48 minutos de tempo real.
A mecânica está ligada à narrativa envolvendo a princesa Zelda e o vilão Calamity Ganon. No contexto do jogo, a lua vermelha surge quando o poder de contenção sobre o antagonista enfraquece.
A frase que marca o evento no jogo diz:
“O poder de Ganon cresce… ele atinge seu ápice sob a Lua de Sangue.”
A Lua como elemento central na franquia Zelda
Embora Breath of the Wild tenha consolidado a Blood Moon como marca registrada da chamada “Era Wild”, a Lua já era um elemento relevante na franquia.
Em The Legend of Zelda: Ocarina of Time, a alternância entre dia e noite influenciava o surgimento de inimigos. Posteriormente, The Legend of Zelda: Majora’s Mask expandiu o conceito ao introduzir a icônica lua em rota de colisão com o mundo, estabelecendo um limite de três dias para o jogador salvar Hyrule.
A mecânica da Blood Moon também foi mantida em The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom, reforçando o conceito como parte essencial da fase mais recente da série.
Aniversário da franquia
O eclipse deste ano acontece pouco depois do aniversário de 40 anos da série The Legend of Zelda, celebrado em 21 de fevereiro. A coincidência de datas entre o fenômeno astronômico e o lançamento de Breath of the Wild chama atenção por alinhar um evento real a um dos elementos mais conhecidos do jogo.
Para os fãs da franquia, o dia 3 de março marcará tanto um evento astronômico confirmado cientificamente quanto uma data simbólica na história da saga.





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