“007: First Light” não terá New Game+ e aposta no modo TacSim

Vinicius Miranda

A tão aguardada estreia de James Bond nos videogames está chegando, e a IO Interactive abriu o jogo sobre o que esperar após zerar a campanha. Confirmado em uma transmissão ao vivo de perguntas e respostas com os desenvolvedores, “007: First Light” não contará com o modo New Game+ no lançamento e, segundo a equipe, não há planos de incluí-lo futuramente. Em compensação, a recomputabilidade do jogo será sustentada pelo TacSim, um modo dedicado que promete ser tão adictivo quanto a campanha principal. O jogo chega em 27 de maio de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.

O que é o TacSim e por que ele substitui o New Game+

007 First Light – Divulgação / IO Interactive

O TacSim, abreviação de Simulação Tática, é o modo de recompenhabilidade central de “007: First Light”. Nele, o jogador pode reviver missões já concluídas com modificadores e objetivos extras que não existem na campanha original. Quem jogou a trilogia “Hitman” (Hitman: World of Assassination), da própria IO Interactive, vai reconhecer a estrutura: é algo parecido com as missões escalação da série, que incentivavam o jogador a completar os mesmos mapas de formas cada vez mais criativas e desafiadoras.

Segundo os desenvolvedores, haverá um fluxo constante de novos conteúdos desbloqueáveis dentro do TacSim, incluindo novos gadgets, trecos e trajes para o jovem Bond. No entanto, esses itens ficam restritos ao modo para preservar o tom e a coerência narrativa da campanha principal. Tudo é conquistado ao completar desafios que incentivam o jogador a finalizar as missões de maneiras diferentes a cada rodada.

Progressão sem árvore de habilidades

Um ponto que pode surpreender os jogadores mais acostumados com RPGs de ação é que “007: First Light” não tem progressão de habilidades no sentido tradicional. Bond não desbloqueia poderes novos nem evolui atributos. Em vez disso, os gadgets funcionam como o eixo central da progressão: no início de cada missão, o jogador precisa escolher quais equipamentos quer levar, e essa decisão molda diretamente como a missão se desenrola.

Os gadgets também podem ser usados rapidamente durante o combate, o que significa que a preparação antes de cada fase é tão estratégica quanto a execução dentro dela. É uma abordagem que lembra a filosofia da série “Hitman”: o poder não vem de estatísticas, mas do quão bem você conhece as ferramentas à sua disposição.

Combate: soco, arma ou conversa

Quando o trabalho silencioso falha e a situação escala para uma briga, “007: First Light” oferece um sistema de luta corpo a corpo baseado em combos. A proposta é que o jogador misture o sistema de melee com as armas encontradas ao longo das fases para ter vantagem sobre os inimigos. Mas há uma terceira opção que representa bem a essência do personagem: blefar. É possível usar o charme e a lábia de Bond para evitar confrontos diretamente.

Essa filosofia de “barulho ou silêncio” está no DNA do jogo, e a IO Interactive deixou claro que a abordagem será completamente livre. Seja usando gadgets para se infiltrar sem ser visto, trocando socos com seguranças ou simplesmente passando pelos guardas na conversa, a escolha é sempre do jogador.

Outros detalhes da live com os desenvolvedores

Além da questão do New Game+, a transmissão também esclareceu outros pontos importantes. O jogo não exigirá conexão online após o download inicial, o que é uma ótima notícia para quem prefere jogar offline. Sobre modo multiplayer e demo, a IO Interactive também respondeu a essas perguntas diretamente na live, sem deixar dúvidas sobre o escopo da experiência.

Vale lembrar que a franquia 007 está em um momento delicado. Com a Amazon MGM Studios assumindo o controle criativo após a saída de Eon Productions, há muita expectativa sobre os rumos tanto dos filmes quanto dos games. A IO Interactive já expressou o desejo de transformar “007: First Light” no primeiro capítulo de uma trilogia, desde que o título tenha boa recepção do público. O CEO da empresa, Hakan Abrak, afirmou que a meta é criar um Bond com o qual o público possa crescer junto ao longo dos jogos.

Um Bond diferente de tudo que veio antes

“007: First Light” acompanha um James Bond de 26 anos, interpretado pelo ator Patrick Gibson, em uma história de origem completamente inédita. Sem nunca ter servido como agente duplo-zero, esse Bond é impulsivo, carismático e ainda sem o refinamento que o personagem desenvolve ao longo dos filmes. A narrativa mostra os eventos que o levam a conquistar sua licença para matar dentro do MI6.

O elenco traz rostos conhecidos da televisão britânica, com Priyanga Burford como M, Alastair Mackenzie como Q, e Kiera Lester como Moneypenny. A canção tema do jogo é de Lana Del Rey, composta em parceria com o veterano da franquia David Arnold, e já foi muito elogiada por críticos que tiveram acesso antecipado ao material.

A versão para Nintendo Switch 2 ainda não tem data confirmada, com previsão para o terceiro trimestre de 2026. Para as demais plataformas, não é preciso esperar muito: “007: First Light” chega em 27 de maio de 2026.

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