10 animes +18 para maratonar na Netflix!

Luiz Gustavo Gonçalves

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Cansou de anime que parece final de novela? Então esta lista é pra você! Reunimos os títulos mais pesados e mais brutais do catálogo da Netflix, com lutas violentas, vilões doentes e mundos cruéis capazes de transformar qualquer batalha em um banho de sangue.

Já fica o aviso: a lista não é recomendada para quem é mais novo, e alguns títulos são 16+, outros +18, já que a classificação varia de país para país. Mas alguns dos melhores animes do mundo estão aqui, então prepare o sofá e bora começar a contagem!

‘Dorohedoro’: o mundo mais sujo e bizarro da lista

Reprodução – MAPPA/Netflix

Abrindo a contagem, ‘Dorohedoro’ começou como mangá em 2001, mas só ganhou anime em 2020, e a estranheza do universo ajuda a explicar a demora. O protagonista é Caiman, um homem com cabeça de lagarto que não sabe quem o transformou. Ele só sabe que foi um feiticeiro, e vive no Buraco, a área dos humanos, invadida pelos feiticeiros, que testam suas magias ali.

O problema para eles é que Caiman é imune à magia, e, com a amiga Nikaido, ele passa a caçar feiticeiros. Logo no primeiro episódio, a cena em que ele morde a cabeça de um inimigo já mostra a brutalidade.

Há um detalhe curioso: dentro da boca de Caiman aparece um homem misterioso que diz se o alvo é o feiticeiro que ele procura. Quando a notícia de um assassino com cabeça de lagarto se espalha, ele passa a ser caçado por feiticeiros poderosos, e o mundo vai mudando enquanto o mistério se revela. É engraçado, brutal e sujo (no sentido artístico), e o resultado é inesquecível.

‘Blade: A Lâmina do Imortal’: o samurai que não morre, mas sente tudo

Reprodução – Netflix

Agora o papo é de clássico. A obra foi uma enorme inspiração para ‘Naruto’, e dizem que Kishimoto era tão fã que arrancava as páginas do mangá para colar na parede e estudar. Manji, o protagonista, é um samurai amaldiçoado que ficou imortal, e só morre por um veneno raro.

Para recuperar a mortalidade depois da morte da irmã, ele promete matar mil homens maus. Só que a imortalidade não livra ele da dor: ele se arrebenta em cada luta, e as cicatrizes acumuladas inspiraram até personagens de ‘Naruto’, como Kakashi e Iruka.

Tudo muda quando ele encontra Rin (olha aí ‘Naruto’ de novo rs), que quer vingar os pais, mortos por Anotsu Kagehisa, um espadachim sem respeito por tradições. E tem o Shira, o psicopata que usa os próprios ossos (que ele mesmo mutilou e moldou) como lâminas e sente prazer na crueldade. As lutas têm armas e estilos variados, e a pergunta fica: depois de tanta violência, algo faz sentido? Dica: assista à versão de 2019, mais fiel ao mangá.

‘Parasyte: The Maxim’: o terror corporal que faz pensar

Reprodução – Netflix

Imagine acordar com a mão direita virando um parasita alienígena? É o que acontece com Shinichi Izumi, de 17 anos, cuja mão passa a ser Migi, um parasita que entrou pelo braço por causa do fone de ouvido. Os dois mantêm personalidades diferentes, e Shinichi passa a usar o poder do parasita contra os outros que devoram pessoas. A violência é imprevisível e perturbadora, porque os parasitas transformam o corpo humano de formas bizarras.

Mas o anime vai além da pancadaria. Com as mudanças da simbiose, Shinichi passa a questionar qual é o papel do ser humano no mundo e se a gente merece viver do jeito que vive. A produção é do estúdio Madhouse, o mesmo de ‘Death Note’, ‘Hunter x Hunter’ e de ‘One Punch Man’ (da 1ª temporada, fica tranquilo).

‘Hell’s Paradise’: um paraíso que é puro inferno

Reprodução – Netflix/MAPPA

Muita gente coloca ‘Hell’s Paradise’ no “trio sombrio do shounen”, ao lado de ‘Chainsaw Man’ e ‘Jujutsu Kaisen’, e todos são do estúdio MAPPA. O protagonista é Gabimaru, um ninja condenado à morte que não morre de jeito nenhum, porque o amor pela esposa o mantém vivo. O carrasco propõe um acordo: se ele trouxer o elixir da vida, será perdoado. O problema é que o elixir está em uma ilha que parece o paraíso, mas é um verdadeiro inferno.

Lá existem criaturas bizarras, plantas mortais e imortais tentando matar quem chega, e a luta pela sobrevivência é constante. Há gore, rituais e nudez, tudo em uma atmosfera de horror e tensão psicológica. Descobrir as novidades da ilha é um dos grandes prazeres da série.

‘Vinland Saga’: a elite dos animes seinen

Reprodução – Netflix

Chegou a hora de falar da elite. Se existe o trio sombrio do shounen, existe o trio seinen, que muita gente forma com ‘Vinland Saga’, ‘Berserk’ e ‘Vagabond’. A história se passa na era dos vikings, na Escandinávia, e acompanha Thorfinn, que perdeu o pai, assassinado por Askeladd. O ódio o cega, e Askeladd o “acolhe” no próprio bando para usá-lo em missões suicidas.

Há guerra, política e personagens históricos da Inglaterra e da Escandinávia, mas o diferencial é como o anime trata esses temas. Ele vai muito além da vingança e da justiça e desconstrói a ideia de “inimigo”, mostrando que vencer alguém não resolve tudo. É uma carga dramática que muda a forma de ver as histórias de guerra, e é, sem exagero, papo de mudança de vida.

‘Devilman Crybaby’: o mais perturbador (e agressivo) da lista

Reprodução – Netflix

Esse também muda a vida, mas para pior! Com apenas 10 episódios, dá para maratonar em um dia. Akira, um garoto muito sensível, vai a uma festa chamada Sabbath, onde o amigo Ryo quer provar que demônios existem. Ele faz isso causando um massacre, já que o caos e o medo fazem os demônios perderem o disfarce. Akira é possuído por Amon, um dos demônios mais poderosos, mas domina a mente do capeta e vira o Devilman, usando esse poder para salvar pessoas, e a que custo.

A humanidade fica paranoica, o medo domina todo mundo e a quantidade de demônios aumenta. O anime acerta ao transmitir isso com estilo, música e uma identidade únicos, e o final vai explodir sua cabeça. É agressivo no visual, no som, na história e no psicológico, e o aviso é sério: é +18 de verdade.

‘Cyberpunk: Mercenários’: violência brutal com muito coração

Reprodução – Netflix

Esse você provavelmente já viu, mas… se estava preso em uma caverna, a história se passa em Night City, a metrópole futurista do jogo, dominada por megacorporações, violência e modificações cibernéticas. David Martinez tenta sobreviver em meio à desigualdade até uma tragédia mudar sua vida. Ele passa a usar um implante militar poderoso, convive com mercenários e se aproxima de Lucy.

O que torna a série especial é a história emocional, em contraste com um mundo extremamente violento. O anime não trata a violência como a única coisa importante e entrega uma história perfeita e fechadinha em poucos episódios. Ninguém dava nada pela adaptação, e ela entrou para a história e só fica mais atual a cada dia (infelizmente), tanto que a 2ª temporada estreia nesta terça-feira (20).

‘Castlevania’: Drácula, igreja e lutas à frente do tempo

Reprodução – Netflix

Muita gente torce o nariz para o anime de ‘Castlevania’, mas ele é irado. O primeiro episódio já chega com tudo: Drácula se casa com Lisa, uma mulher corajosa que foi sozinha ao castelo dele. Quando ele sai, ela é acusada de bruxaria e queimada, e, enquanto morre, pede misericórdia pelos algozes, um paralelo com Cristo.

Nesse caso, ainda traz a ironia de a igreja agir como quem condenou o próprio Deus, enquanto a “pecadora” implorava clemência para a figura do Diabo. Então assim, Drácula declara guerra à humanidade.

É nesse cenário que Trevor Belmont, o último descendente da família lendária, se junta à maga Sypha e a Alucard, filho do próprio Drácula. Há moralidade, política e violência extrema, e algumas das melhores lutas da história dos animes, com animação muito à frente do tempo. Mudou a história dos jogos? Sim, mas a maioria do público aprovou.

‘Samurai de Olhos Azuis’: a obra-prima que pouca gente viu

Reprodução – Netflix

Para muita gente, esse é o grande destaque da lista, e ‘Samurai de Olhos Azuis’ é um dos melhores animes dos últimos anos. No século 17, no início do período Edo, nasce Mizu, uma espadachim mestiça de olhos azuis, fruto de um crime brutal contra a mãe japonesa.

Por ser mestiça e nascida de uma violência, sofre preconceito absurdo e busca vingança contra o pai, um dos quatro homens brancos que estavam no Japão. Fria e calculista, ela é tão sinistra que lembra o Onryō, o espírito vingativo da lenda japonesa.

Mas a história é mais complexa do que parece, e a produção é uma mistura de western e samurai, feita por uma equipe ocidental de ascendência japonesa, com direito a Metallica em uma das lutas. As lutas são muito violentas, e, mesmo sendo um espetáculo, você sente o peso e o perigo de cada golpe.

‘Monster’: um dos maiores thrillers psicológicos de todos os tempos

Reprodução – Madhouse/Netflix

No topo da lista, ‘Monster’ é uma das maiores obras-primas do Japão, e o consenso é quase unânime. Na Alemanha dos anos 80, o Dr. Kenzō Tenma desobedece à diretoria do hospital e opera um garotinho baleado na cabeça, Johan Liebert, em vez de um político influente.

Pouco depois, os diretores aparecem envenenados e o menino desaparece. Nove anos depois, Tenma perdeu carreira e noivado, e descobre que Johan, agora um psicopata gênio, é o culpado e manipula pessoas até para massacres.

Tenma viaja pela Alemanha para matar o garoto e corrigir o erro de ter salvado um monstro. O grande trunfo está no suspense e na forma como a série explora o lado sombrio da mente humana, sem respostas simples para dilemas complexos. Também é da Madhouse, o mesmo estúdio de ‘Hunter x Hunter’ e ‘Death Note’. Recomendação máxima!

E aí, qual desses é o seu favorito? Comenta aqui!

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