A nova sequência de A Bruxa de Blair começa a ganhar forma, e os primeiros detalhes prometem retomar o clima de isolamento que consagrou o terror found footage. Em reportagem do Dread Central, o filme já tem direção, elenco e uma premissa inicial.
A trama gira em torno de uma família que viaja até as matas de Maryland para espalhar as cinzas da mãe. Lá, o grupo descobre que não está sozinho. Não se sabe por que a mulher quis ser enterrada naquele lugar, sem apresentar respostas, e especula que as cinzas possam pertencer à personagem de Rei Hance, intérprete da protagonista do filme original. Isso seria uma hipótese, apenas.
Quem comanda e quem atua
A direção ficou com Dylan Clark, cineasta do YouTube. A escolha foi antecipada pelo insider Daniel Richtman e confirmada depois. Dan Myrick, Eduardo Sanchez, Michael C. Williams e Joshua Leonard atuam como produtores executivos. Rei Hance se afastou do projeto, embora tenha permitido o uso de sua imagem.
O elenco reúne Patrick Scott McDermott, de Rust, Dominic Bogart, de Pandemic e 400 Days, além de Mila Hayhurst e Holly Hayhurst. As irmãs podem ser gêmeas interpretando uma só criança, já que não têm registro no IMDb, mas isso não passa de suposição. A data de estreia não foi informada.

Michael C. Williams fez questão de afastar a ideia de refilmagem.
Um terror que virou escola
O primeiro longa, de 1999, segue sendo um marco. O Ei Nerd lembrou, em 2025, que uma análise de avaliações do IMDb colocou A Bruxa de Blair como o filme mais assustador pelo índice do pavor, enquanto Host liderou a medição de batimentos cardíacos. As continuações, porém, tiveram menos sorte: Book of Shadows: Blair Witch 2, de 2000, foi mal recebido, e Blair Witch, de 2016, não fez sucesso.
A aposta em um diretor vindo da internet também lembra o caso de Backrooms: Um Não Lugar, que nasceu no YouTube. O site noticiou, em setembro, que a sequência de Backrooms terá Kane Parsons novamente na direção.
A franquia é familiar e relativamente barata, o que justifica novas tentativas. Para os fãs, a promessa de fugir do remake é um bom sinal. Para o estúdio, a lógica de produções enxutas explica por que a marca segue sendo tentadora.






Seja o primeiro a comentar