A Múmia: filme original volta a bombar no streaming

Andre Luiz

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O filme A Múmia, de 1999, ganhou fôlego inesperado no catálogo da Netflix, onde virou sensação nos gráficos globais de streaming, e o motivo é o retorno de Brendan Fraser à série de aventuras. E chama atenção a diferença de tempo: são 27 anos entre o original e a continuação que vem aí.

Um sucesso que já nasceu grande

A trajetória do longa ajuda a explicar a força da marca. Com orçamento de cerca de 80 milhões de dólares, o filme de Stephen Sommers arrecadou aproximadamente 413 milhões no mundo todo.

A mistura de ação, humor e romance rendeu O Retorno da Múmia, em 2001, e A Múmia: Tumba do Imperador Dragão, em 2008, além do derivado O Escorpião Rei, com Dwayne Johnson.

Fraser, Weisz e a promessa de um filme mais leal

A empolgação cresceu quando o ator confirmou que Rachel Weisz também voltaria. Em entrevista noticiada pelo Ei Nerd, Fraser descreveu o novo projeto como a realização de um desejo antigo.

É o filme que eu queria fazer e acabou não acontecendo.

A fala consta no relato do Ei Nerd sobre a confirmação do retorno, e a ausência de Weisz no terceiro filme é justamente o que dá peso ao comentário.

Rachel Weisz como Evelyn Carnahan – Reprodução/Universal Pictures

O que se sabe sobre A Múmia 4

A direção ficou com Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, o duo Radio Silence, de Pânico e Casamento Sangrento. A estreia está prevista para outubro de 2027 nos Estados Unidos, embora o Ei Nerd tenha citado outra data em matéria anterior, o que pede conferência.

Além do casal central, os veteranos John Hannah, Oded Fehr e Kevin J. O’Connor foram confirmados como parte do elenco. Arnold Vosloo, o Imhotep, é altamente esperado e participação provável, mas ainda não 100% confirmada.

Nostalgia como motor, risco como sombra

O desempenho do original na Netflix funciona como termômetro gratuito para a Universal. Ele mostra que há público disposto a rever a trilogia e talvez a pagar ingresso por uma continuação.

Contudo, a mesma nostalgia é uma faca de dois gumes. A versão com Tom Cruise, em 2017, tentou iniciar um universo compartilhado e não deu certo, de modo que a Universal sabe o custo de errar o tom. Para os fãs, o sinal é animador, pois a equipe parece mirar o espírito aventureiro de Sommers. Resta aguardar para ver se o carisma de Fraser e Weisz basta.

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