A Odisseia, de Christopher Nolan, recebe classificação indicativa

Andre Luiz

A Odisseia, de Christopher Nolan, acaba de ganhar mais um motivo para chamar atenção. A adaptação do clássico poema grego de Homero recebeu oficialmente a classificação R nos Estados Unidos, reservada a maiores de 17 anos desacompanhados.

Com isso, o longa entra para um grupo raro: o dos filmes mais caros já produzidos com essa restrição etária.

Um dos blockbusters adultos mais caros da história

A informação da classificação, emitida pela Motion Picture Association, foi confirmada por meio de um novo pôster IMAX do filme. Com um orçamento estimado em US$ 250 milhões, A Odisseia se posiciona entre as produções com classificação R mais caras de todos os tempos.

Divulgação/Universal Pictures

O patamar é dividido com poucos títulos, como Gladiador II, de Ridley Scott, cujo custo girou em torno de US$ 210 a 310 milhões. Curiosamente, o próprio Nolan foi um grande defensor do longa de Scott, elegendo-o como seu filme favorito de 2024.

Apostar tão alto em uma produção de conteúdo adulto é um risco calculado que poucos estúdios topam correr.

Uma mudança no estilo de Nolan

A classificação marca uma tendência recente na carreira do cineasta. Seus três primeiros filmes, Following: A Sombra de um Crime, Amnésia e Insônia, foram todos classificados como R.

Em seguida, porém, vieram oito longas voltados a um público mais amplo, todos com classificação livre para adolescentes, incluindo a trilogia do Batman: O Cavaleiro das Trevas, A Origem e Interestelar.

Essa sequência só foi quebrada com Oppenheimer, também classificado como R, o que não atrapalhou em nada seu desempenho. Pelo contrário: o filme arrecadou quase US$ 1 bilhão e levou o Oscar. Foi justamente esse sucesso que rendeu a Nolan total liberdade criativa da Universal para abraçar um material mais maduro em larga escala.

O que esperar do épico

A violência intensa e a sensualidade presentes na obra original de Homero ajudam a explicar a classificação mais restritiva. A Odisseia acompanha Odisseu, o lendário rei de Ítaca, em sua árdua jornada de volta para casa após a Guerra de Troia.

No caminho, ele enfrenta uma série de provações envolvendo figuras mitológicas como o ciclope Polifemo, as sedutoras Sereias e a ninfa Calipso, tudo para reencontrar sua fiel esposa, Penélope.

O elenco é um dos mais estrelados já reunidos. Matt Damon vive Odisseu, ao lado de Tom Holland como Telêmaco, Anne Hathaway como Penélope e Zendaya como a deusa Atena.

A lista segue com Robert Pattinson, Lupita Nyong’o, Charlize Theron, Jon Bernthal, Benny Safdie, John Leguizamo, Elliot Page e muitos outros. O filme também é um marco técnico, sendo o primeiro rodado inteiramente com câmeras IMAX de 70mm.

Expectativa e polêmica

Vale notar que, apesar de toda a expectativa, o projeto não é uma unanimidade. Parte dos cinéfilos tem questionado a forma como Nolan estaria abordando o material clássico, com críticas que vão desde escolhas de elenco até o tom da adaptação.

Como toda obra ambiciosa, o resultado final só poderá ser julgado quando o filme chegar às telas.

De um jeito ou de outro, a procura é enorme: ingressos para sessões IMAX se esgotaram com bastante antecedência em várias praças. A Odisseia estreia nos cinemas brasileiros em 16 de julho de 2026, um dia antes da estreia nos Estados Unidos, prometendo ser um dos grandes eventos cinematográficos do ano.

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