‘A Ressurreição de Cristo’: Mel Gibson prepara sequência monumental de A Paixão de Cristo para 2027

Cheyna Corrêa

Vinte e três anos após chocar e emocionar o mundo com o visceral A Paixão de Cristo (2004), o diretor Mel Gibson está pronto para retornar ao universo bíblico com uma proposta completamente reformulada. As filmagens de A Ressurreição de Cristo (The Passion of the Christ: Resurrection) foram oficialmente encerradas após sete meses de intenso trabalho nos icônicos estúdios da Cinecittà, em Roma.

A produção foi planejada como um evento cinematográfico monumental e será dividida em duas partes, com estreias mundiais agendadas para o primeiro semestre de 2027:

  • Parte 1: Estreia na Sexta-feira Santa, dia 26 de março de 2027.
  • Parte 2: Estreia no Dia da Ascensão, em 6 de maio de 2027.

O maior investimento da carreira de Mel Gibson

A escala do novo projeto supera de longe o longa original. Cada uma das duas partes conta com um orçamento estimado entre US$ 100 milhões e US$ 125 milhões, totalizando um investimento aproximado de US$ 250 milhões — o maior valor já liderado por Gibson em sua trajetória como diretor.

O montante se justifica pela mudança drástica de tom. Enquanto o filme de 2004 focava no realismo doloroso do calvário físico, a sequência adotará uma abordagem muito mais espiritual, metafísica e voltada para os efeitos visuais. O enredo se concentra nos eventos que ocorreram durante os três dias entre a crucificação e a ressurreição, sendo apelidado nos bastidores como a história da “descida de Jesus ao inferno”, incluindo batalhas espirituais e o submundo.

Para traduzir essa estética grandiosa, houve uma troca importante nos bastidores: o diretor de fotografia Robrecht Heyvaert assume a função no lugar de Caleb Deschanel, que havia assinado o visual do primeiro longa. Outra mudança crucial para o mercado internacional é o idioma: os diálogos desta vez serão em inglês, deixando de lado o aramaico, o latim e o hebraico da produção anterior.

Elenco totalmente renovado e fim da era Caviezel

Ao contrário do que vinha sendo especulado nos últimos anos, a produção optou por uma renovação completa no time de atores. O novo longa não terá o retorno de Jim Caviezel no papel principal e nem de Monica Bellucci como Maria Madalena.

O roteiro, que passou por extensas revisões e teve pelo menos seis versões escritas por Mel Gibson e pelo corroteirista Randall Wallace (Coração Valente), será defendido por um elenco internacional inédito:

  • Jaakko Ohtonen: O ator finlandês assume o peso de interpretar Jesus.
  • Kasia Smutniak: A atriz polonesa dará vida a Maria.
  • Mariela Garriga: A cubana assume o papel de Maria Madalena.
  • Riccardo Scamarcio e Pier Luigi Pasino: Os italianos interpretarão Pôncio Pilatos e o apóstolo Pedro, respectivamente.
  • Rupert Everett: O renomado ator britânico também integra o elenco em um papel que permanece mantido em sigilo.

O desafio da nova equipe é superar ou igualar o impacto cultural de A Paixão de Cristo, que se consolidou como uma das dramatizações mais populares da história do cinema ao arrecadar US$ 620 milhões ao redor do mundo.

Você acha que a troca de elenco e a escolha pelo idioma inglês vão ajudar o filme a alcançar um público ainda maior ou tiram um pouco da identidade realista que consagrou o primeiro longa?

 

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