X-Men: prestes a entrar para o MCU, Adam Driver reclamou de blockbusters?

Andre Luiz

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Poucas semanas depois de ser anunciado como vilão de um dos projetos mais aguardados da Marvel, Adam Driver fez um comentário que soou estranho para muita gente: ele não se sente confortável em blockbusters de grande orçamento. A fala foi destacada no ComicBook e reacendeu a discussão sobre o ator e os grandes estúdios.

O que ele disse e onde

O comentário veio na pré-estreia londrina de Paper Tiger, filme que passou pelo Festival de Cannes no início de 2026. Driver explicou que o orçamento alto costuma trazer um tipo de produção mais engessado.

Quando o orçamento é maior, às vezes vira cinema feito por comitê, e eu simplesmente não me saio bem nesses ambientes.

Pelo relato, o ator prefere sets menores, com poucos decisores por perto.

Por que os fãs estranharam

O contraste é evidente: o intérprete aparece no elenco anunciado na D23 para o filme dos mutantes, dirigido por Jake Schreier e com estreia marcada para 5 de maio de 2028, como mostra a matéria do Ei Nerd sobre o elenco oficial de X-Men. Ao lado dele estão Sadie Sink (Jean Grey), Kit Connor (Ciclope) e Christopher Abbott (Professor Xavier).

Parte do público leu a frase como uma indireta à Disney. A suspeita ganhou força porque o ator havia mostrado interesse em retomar um projeto sobre Ben Solo, que foi cancelado quando o roteiro estava quase pronto.

Driver viveu Kylo Ren em Star Wars: O Despertar da Força, Star Wars: Os Últimos Jedi e Star Wars: A Ascensão Skywalker. Ele também comentou à AP que trabalha com Steven Soderbergh em um roteiro.

Kylo Ren – Reprodução/Lucasfilm/Disney

Um vilão adiado há uma década

O Sr. Sinistro chegou a ser plantado em X-Men: Apocalipse há cerca de dez anos, mas nunca ganhou espaço de verdade no cinema. O Ei Nerd registrou as primeiras notícias de que Adam Driver seria o Sr. Sinistro antes da confirmação oficial. Rumores preveem que a trama o ligue a Ciclope e a experimentos com humanos e mutantes.

Contradição aparente ou aviso aos estúdios?

A declaração pode ser lida como uma provocação, mas também como um pedido de mais autonomia criativa. Para os fãs, a dúvida é se Driver terá liberdade para construir um vilão marcante ou se ficará preso à engrenagem de um universo com dezenas de decisões simultâneas. Para a Marvel, ter um nome de peso e com opinião própria pode ajudar a elevar o tom do projeto, desde que as diferenças de método não virem atrito.

Resta saber como o ator vai conciliar esse discurso com um filme que só chega aos cinemas em 2028.

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