Avatar: criador comenta possíveis sequência e spin-offs

Andre Luiz

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Criar uma continuação de Avatar: A Lenda de Aang exige mais do que repetir uma fórmula, e o próprio criador explica o motivo. Em entrevista exclusiva ao ComicBook, Michael Dante DiMartino detalhou os critérios da Avatar Studios para escolher spinoffs de Avatar.

Com várias produções em desenvolvimento ao mesmo tempo, o estúdio decidiu que nenhuma poderia parecer cópia da outra. DiMartino resumiu a regra de convivência entre os títulos.

Estávamos muito conscientes de garantir que cada projeto parecesse diferente em gênero, tom, estilo e tudo mais.

O peso de Avatar: Os Sete Refúgios

A conversa girou em torno de Avatar: Os Sete Refúgios, série já disponível no Paramount+. A dupla queria algo que funcionasse como grande continuação das histórias de Aang e de Korra.

Precisava parecer grande, épico, algo que nunca tínhamos feito antes.

O criador brincou com o fato de a ideia ter virado quase uma trilogia, ainda que isso não estivesse planejado. O ponto de partida foi mudar a geografia do mundo de modo radical.

Então, de forma quase literal, explodir o mundo para criar esses Sete Refúgios.

Avatar: Os Sete Refúgios – Divulgação – Paramount+

Os dois Avatares, Pavi e Nisha, surgiram depois, como caminho para ampliar as possibilidades narrativas. O Ei Nerd explicou a linha do tempo da série: ela se passa cerca de 225 anos depois de Avatar: A Lenda de Korra, com Pavi como a nova Avatar em um mundo que passou a rejeitar a figura.

Como o processo começa

Para escolher uma era, o ponto de partida não é o personagem. A equipe pensa no estado do mundo e deixa o Avatar surgir dessa discussão. Foi nesse raciocínio que nasceu a pergunta sobre como seria o universo no futuro, além do desejo de dar à série um clima um pouco mais fantasioso.

A Avatar Studios foi anunciada em 2021, e o Ei Nerd noticiou na época que DiMartino e Bryan Konietzko comandariam o braço dedicado à franquia, sob supervisão de Ramsey Naito, da Nickelodeon.

Para os fãs, a fala mostra que o futuro de Avatar não será só nostalgia, mas também risco criativo. Para a Paramount, ter um mundo reformulado e personagens novos amplia o público sem apagar o legado de Aang e Korra. O desafio é manter a identidade da franquia enquanto se afasta dela.

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