Avatar: O Último Mestre do Ar: executivos comentam timeskip da série

Andre Luiz

A segunda temporada de Avatar: O Último Mestre do Ar, versão em live-action da Netflix, está prestes a estrear, e os produtores executivos explicaram uma das maiores mudanças em relação à animação original: a inclusão de um salto temporal entre as temporadas.

A decisão, segundo eles, foi necessária por um motivo bem prático, ligado ao crescimento do elenco jovem.

Por que o salto temporal foi necessário

Em entrevista à revista Entertainment Weekly, o produtor executivo Jabbar Raisani explicou que a passagem de tempo precisou ser incorporada à trama para justificar o fato de os atores mirins estarem visivelmente mais velhos. Ele citou o caso de Gordon Cormier, intérprete de Aang, contando que, quando se conheceram, o ator mal passava da altura de sua cintura, e hoje já o ultrapassa em altura.

Embora não seja informado quantos meses exatamente se passaram entre o fim da primeira temporada e o início da segunda, fica claro que houve um intervalo significativo. Diferentemente das animações, em que o envelhecimento dos dubladores não costuma ser um problema, uma produção em live-action não tem como esconder o crescimento natural de seus jovens atores.

Mais aventuras nos bastidores da história

Além de justificar a evolução das habilidades de Aang e Katara na dobra de água, a produtora executiva Christine Boylan acrescentou que o salto temporal traz outra vantagem narrativa. Ele permite que certos eventos mostrados na animação original aconteçam fora de tela nesta continuidade live-action.

“Existem tantas aventuras na série animada que não conseguiríamos colocar no programa. Boa parte delas acontece entre as temporadas, e isso pode ocorrer até mesmo entre os episódios.”

Na prática, isso dá à equipe criativa a liberdade de sugerir que os personagens viveram diversas histórias durante o intervalo, sem a necessidade de mostrar cada uma delas. O recurso ajuda a condensar a vasta jornada dos protagonistas, que na animação se desenrolava de forma ininterrupta.

Uma questão menos relevante para a 3ª temporada

Curiosamente, esse desafio não deve se repetir com a mesma intensidade na terceira e última temporada.

Isso porque a Netflix encomendou as duas temporadas finais de uma só vez, e elas foram gravadas de forma consecutiva, entre setembro de 2024 e novembro de 2025. Com isso, os atores não terão tanto tempo para envelhecer entre um ano e outro.

Não significa, porém, que a terceira temporada não possa ter seu próprio salto temporal. Caso isso aconteça, no entanto, seria presumivelmente por razões criativas, e não por uma necessidade prática ligada à aparência do elenco.

A estratégia de gravar tudo de uma vez deu mais controle à produção sobre essas questões.

Time Avatar está de volta!

A segunda temporada acompanha Aang, Katara e Sokka em uma nova missão: convencer o Reino da Terra a se unir à batalha contra o Senhor do Fogo Ozai, vivido por Daniel Dae Kim. Entre as novidades mais aguardadas está a estreia de Toph Beifong, a poderosa dobradora de terra cega, interpretada por Miya Cech, que se torna mestre de Aang.

Toph Beifong no live-action de Avatar
Miya Cech como Toph Beifong – Reprodução/Netflix

A trama também levará os jovens protagonistas a Ba Sing Se, a capital do Reino da Terra.

O elenco conta ainda com nomes como Dallas Liu (Zuko), Elizabeth Yu (Azula), Paul Sun-Hyung Lee (Tio Iroh), além de Chin Han, Rekha Sharma, Lily Gao e Dichen Lachman. A expectativa é de batalhas em escala ainda maior e um mergulho mais profundo na mitologia dos quatro elementos.

A segunda temporada de Avatar: O Último Mestre do Ar estreia em 25 de junho de 2026, exclusivamente na Netflix. A primeira temporada completa segue disponível na plataforma, e uma data para a terceira e última temporada ainda não foi revelada.

COMPARTILHE Facebook Twitter WhatsApp

Leia Também


ASSINE A NEWSLETTER

Aproveite para ter acesso ao conteúdo da revista e muito mais.

ASSINAR AGORA