Ben Affleck, ex-Batman, critica DC e elogia Marvel

Andre Luiz

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Em uma conversa recente, Ben Affleck comentou sem rodeios a passagem pelo Batman nos cinemas e o jeito como a DC tratou seus heróis. A entrevista foi concedida à Variety.

Affleck apareceu como Batman em Batman vs Superman: A Origem da Justiça, de 2016, e em Liga da Justiça, de 2017. Ao olhar para trás, o ator foi direto sobre a segunda experiência.

Liga da Justiça teve muitos problemas e, para ser franco, não foi tão divertido.

Mesmo assim, ele celebrou a chance de o diretor Zack Snyder mostrar a própria versão da história. Antes, Affleck já havia parabenizado o cineasta no programa de Kevin Smith, como lembra a cobertura do Ei Nerd sobre o comentário dele sobre o Snydercut.

O dilema do tom: sombrio demais?

O ator também refletiu sobre a ideia de que os filmes teriam ficado escuros ou assustadores demais e, por isso, afastado parte do público mais jovem. A pergunta que ele faz serve como resumo do impasse criativo.

Havia uma sensação de que o filme era meio escuro ou assustador demais e perdeu parte do público mais novo. Você vai até o fim e faz algo de classificação R pesada, como Coringa? Ou faz como a Marvel?

Divulgação: Warner Bros.

Affleck ainda apontou uma raiz para esse clima. Na leitura dele, o que há de interessante nos personagens da DC remete ao legado de Frank Miller, autor de histórias marcantes do Homem-Morcego nos quadrinhos.

Elogios a Kevin Feige

Do outro lado do ringue, o intérprete foi só aplausos. Ao falar da Marvel, destacou a capacidade do presidente do estúdio de prever o gosto do público.

Kevin Feige é uma espécie de gênio. Não consigo pensar em nenhum produtor no mundo capaz de dizer o que o público quer e acertar, exceto ele.

Uma lição que a DC já tenta aplicar

A fala de Ben Affleck funciona quase como um diagnóstico do que levou a DC a mudar de rumo. Sem um plano claro, a antiga fase oscilou entre o sombrio e o leve, e o resultado foi um universo sem identidade fixa. A turbulenta trajetória dele como Batman ilustra bem essa instabilidade.

Hoje, sob o comando de James Gunn e Peter Safran, o estúdio tenta equilibrar os tons: de um lado, produções mais luminosas, do outro, projetos como Cara-de-Barro, que aposta no terror para maiores. Para os fãs, a variedade é positiva. Para o mercado, o desafio é ter a mesma consistência que Feige mantém na Marvel.

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