Star Wars: Ben Affleck recusou O Despertar da Força; veja motivo

Andre Luiz

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E se o diretor de Argo tivesse assumido a cadeira de JJ Abrams? A pergunta ganhou nova vida depois que Ben Affleck confirmou ter recusado dirigir Star Wars: O Despertar da Força. A revelação surgiu no podcast Happy, Sad, Confused, apresentado por Josh Horowitz.

Affleck explicou que a procura foi direta e que ele nem sabia se o estúdio conversava com outros nomes, como o próprio Abrams, que acabou assumindo o projeto.

Eles vieram até mim e perguntaram: ei, você tem interesse nisso?

Os motivos do não

A resposta passou longe de falsa modéstia. Fã da saga, ele concluiu que o posto exigia outro tipo de devoção.

Pensei: eu gosto de Star Wars e sou fã, mas não sou a pessoa certa para dirigir este filme.

Alguém com mais paixão por isso vai fazer um trabalho melhor.

“Star Wars: O Despertar da Força” – © 2015 – Lucasfilm

Além disso, o ator disse que não se arriscaria em algo sem chance real de dar certo.

Não quero dirigir algo se não sinto que tenho uma chance de ficar realmente muito orgulhoso.

Ele também duvidava de conseguir reinventar a franquia, tarefa difícil diante de fãs tão opinativos.

O que o filme de Abrams representou

Lançado após a venda da Lucasfilm por George Lucas à Disney, o longa abriu a nova trilogia com Daisy Ridley, John Boyega e Oscar Isaac. A produção arrecadou cerca de 2 bilhões de dólares, como lembrou o Ei Nerd na matéria sobre os 10 anos de Star Wars: O Despertar da Força.

Em contrapartida, havia uma clara semelhança com Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança e à recepção mais dura de Star Wars: A Ascensão Skywalker complicou a situação da trilogia inteira.

Do espaço ao morcego

Affleck não ficou longe de grandes franquias. Ele viveu o Batman em Batman vs Superman: A Origem da Justiça e em Liga da Justiça, e o Ei Nerd resumiu essa trajetória turbulenta como Batman.

Segundo muitos, a recusa foi acertada, e esse é definitivamente um ponto de vista possível. Para os fãs, resta a curiosidade sobre como seria um filme com o olhar de Affleck. Para a indústria, o caso mostra que bons diretores também rejeitam projetos gigantes quando não sentem conexão. Fica, por fim, a lição de que nem toda oportunidade bilionária combina com quem a recebe.

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