As autoridades sul-coreanas prenderam e deportaram uma cidadã brasileira na cidade de Seul. A mulher realizava perseguição obsessiva (stalking) contra o cantor Jung Kook, integrante do grupo de K-pop BTS. O caso gerou grande repercussão na imprensa internacional e acendeu novos debates sobre a segurança dos artistas na Ásia.
A polícia local deteve a suspeita após ela violar uma ordem de restrição judicial. A mulher tentou se aproximar novamente da residência do artista.
Violação de ordens judiciais e envio de pacotes
A perseguição contra o músico acontecia há vários meses. A cidadã brasileira enviava cartas contínuas, alimentos e presentes não solicitados para o endereço privado do cantor. O comportamento obsessivo levou a gravadora do grupo, Big Hit Music, a abrir um processo formal contra a suspeita no ano passado para garantir a integridade física do artista.
A Justiça sul-coreana emitiu uma ordem de restrição que proibia a mulher de chegar perto do cantor ou de seus locais de trabalho. Mesmo assim, a cidadã ignorou os avisos legais e viajou até Seul. Os policiais prenderam a suspeita em flagrante perto do prédio onde o músico reside. Após o período de detenção, o governo sul-coreano cancelou o visto da mulher e ordenou sua deportação imediata para o Brasil.
A Coreia do Sul endureceu as leis contra crimes de perseguição recentemente. A legislação atual prevê penas de prisão de até três anos para quem monitora, segue ou tenta se aproximar de alguém contra a sua vontade. A gravadora do BTS reforçou que mantém uma política de tolerância zero contra os chamados fãs sasaeng, termo em coreano usado para designar pessoas que invadem a privacidade das celebridades.
O posicionamento público de Jung Kook sobre o caso
O próprio Jung Kook já havia se manifestado publicamente sobre o comportamento invasivo de alguns seguidores. Em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, o cantor pediu de forma direta que as pessoas parassem de enviar comida para a sua casa. O artista relatou o desconforto de ter sua rotina monitorada e afirmou que tomaria medidas legais se os envios continuassem.
O cantor cumpre os seus compromissos profissionais normalmente após a resolução do caso pelas forças de segurança de Seul. A equipe do artista agradeceu a intervenção rápida da polícia e pediu que os fãs colaborem denunciando contas que compartilham informações privadas sobre a localização dos membros do grupo.
Você acredita que as agências de K-pop deveriam expor publicamente a identidade dessas pessoas para evitar novos casos ou o sigilo judicial é importante para não gerar mais exposição aos artistas?
Fontes: BBC






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