Entregar a maior agência de espionagem da Marvel ao herói mais íntegro do universo parecia a escolha perfeita, e por um tempo foi. O Capitão América como diretor da S.H.I.E.L.D. viveu dois momentos extremos: uma gestão admirada, encerrada cedo demais, e outra tão bem executada que se tornou desastrosa, já que Steve Rogers estava, sem saber, do lado errado.
A confiança que o governo depositou em Steve
Rogers assumiu o comando depois dos eventos de Reino Sombrio e Cerco, quando o governo americano o considerou o nome mais confiável. A fase teve Ed Brubaker como roteirista de destaque e Dale Eaglesham na arte de Steve Rogers: Super-Soldier, além de uma equipe secreta em Vingadores Secretos.
A fase, no entanto, terminou quando Bucky Barnes teve sua suposta morte em Medo Encarnado, o que deixou a gestão mais curta do que muitos leitores gostariam.
Quando o líder trabalhava para a Hydra
O retorno ao cargo veio em 2016, na fase conhecida como Capitão Hydra. Rogers aproveitou os tropeços de Carol Danvers em Guerra Civil II para ganhar poder e retomar a agência. Nos bastidores, ele agia como agente da Hydra, e jogava melhor o jogo da espionagem do que Sharon Carter, Maria Hill e a própria Carol.

A saga Império Secreto, escrita por Nick Spencer, publicada entre abril e agosto de 2017, mostra Steve, com as memórias alteradas pelo Cubo Cósmico Kobik, transformando a Hydra em potência mundial. O site oficial da Marvel descreve a nova crença do personagem:
Em vez de se dedicar às doutrinas de exaltação individual dos Estados Unidos, Steve aprendeu com a Hydra o verdadeiro poder de trabalhar em conjunto.
Ecos nas telas
A espionagem também rende no cinema. A Hydra infiltrada na agência já foi tema de Capitão América 2: O Soldado Invernal, e o Ei Nerd lembrou, em 2021, que o final de Falcão e o Soldado Invernal revelou Sharon Carter como o Power Broker. Em 2024, a reportagem sobre Capitão América: Admirável Mundo Novo e as falhas de Invasão Secreta apostava em intriga política e agentes controlados.
O que a fase diz sobre o herói
A trajetória mostra que a força do Capitão pode virar fraqueza quando a confiança é mal usada. Para os fãs, a primeira gestão é um exemplo do que a agência poderia ser, enquanto a segunda segue como trauma editorial.
Resta ver se a Marvel voltará a colocar um herói no comando sem repetir a armadilha.




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