Uma Gotham sem o seu herói mais famoso é possível? A dúvida rondou os bastidores de Cara-de-Barro, e o protagonista Tom Rhys Harries detalhou o assunto em entrevista exclusiva ao ComicBook. O tema central é a presença (?) do Batman no filme.
Conversas que se estenderam
Quando perguntado se o time debateu o papel do herói na trama, Harries confirmou que o tema rendeu bastante papo.
Sim, tivemos discussões sobre isso por bastante tempo.
Na visão dele, Gotham e a galeria de vilões do Morcego têm riqueza suficiente para render narrativas distintas, mesmo sem o encapuzado em cena. A matéria lembra que esses personagens têm camadas psicológicas profundas, algo que a série Pinguim também explorou.
Um terror que não perdoa
Matt Hagen, vivido por Harries, é um astro do cinema desfigurado por um chefão do crime e transformado após um procedimento experimental. O ator reforça que não se trata de uma trajetória de redenção, porque os valores do personagem são testados o tempo todo, e depois de cruzar certa linha não existe volta.

O filme hoje é dirigido por James Watkins, e o Ei Nerd detalhou, na matéria sobre o elo do filme com o DCU e a saída de Mike Flanagan, como o projeto mudou de mãos. O elenco reúne ainda Naomi Ackie, David Dencik, Max Minghella e Eddie Marsan.
Onde o filme se encaixa
James Gunn já disse que a história se passa antes de Superman (2025) e terá conexões com o DCU. A produção também fica fora do universo de Batman, de Matt Reeves.
Gunn, aliás, vem sendo cobrado sobre o herói. Em 5 de outubro, ele desmentiu no Threads o boato de que Jensen Ackles seria o novo Batman, como relatou o Ei Nerd ao tratar da negativa sobre o ator.
Ainda não o escalamos para nada.
Se o Batman aparecer pouco, ou nem aparecer, Cara-de-Barro reforça a ideia de um DCU capaz de contar histórias de terror dentro do mesmo universo, sem depender do herói.
Para os fãs, a aposta pode ser um respiro depois de tantos filmes centrados no mesmo herói, e a curiosidade sobre o Batman do DCU continua alta. Para a DC Studios, é um teste importante: se o filme chegar bem às bilheteiras em 23 de outubro, abre-se espaço para outros projetos menores e mais ousados.




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