Batman: A Série Animada previu final de Cara-de-Barro?

Andre Luiz

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O desfecho de Cara-de-Barro rendeu uma comparação inesperada. Batman: A Série Animada antecipou o destino do vilão e o final do filme do vilão de Gotham na TV funcionou melhor que o do cinema.

Dirigido por James Watkins, o longa traz Tom Rhys Harries como Matt Hagen. O roteiro inicial foi de Mike Flanagan, que não pôde dirigir por causa da agenda, e Hossein Amini fez revisões. O Batman não aparece nem é citado.

No clímax, Matt já eliminou inimigos e ex-amigos. Caitlyn Corr, vivida por Naomie Ackie, descobre tudo e tenta contar ao noivo, o detetive John Borelli, de Max Minghella. Só que Matt já matou Borelli e assumiu a aparência dele. Quando Caitlyn o derruba com um taser, ele perde o controle dos poderes, e o corpo escorre para um esgoto. Na cena final, um morador de rua aceita dinheiro dela e revela ser Matt disfarçado, que reabsorve uma parte destacada do próprio corpo e ruge.

O episódio da série animada

Em Feat of Clay, a série mostra Hagen como um ator cuja carreira desmorona depois de ficar desfigurado. Dublado por Ron Perlman, ele se vicia em um creme experimental e passa a trabalhar para o gângster Roland Daggett. Kevin Conroy dá voz ao Batman. A produção combinou Basil Karlo, primeiro Cara-de-Barro dos quadrinhos, com o Hagen caçador de tesouros.

Cena do trailer de Cara-de-Barro
Cara-de-Barro – Reprodução/DC Studios

Depois de uma tentativa de assassinato disfarçado de Bruce Wayne, Daggett manda matá-lo com uma overdose do creme, e ele vira um monstro de argila. O fim vem no estúdio de TV, onde Batman exibe trechos dos filmes do vilão. Eletrocutado, Hagen volta ao rosto desfigurado e parece morrer, até os legistas notarem que o corpo é oco.

Dois finais, duas leituras

Em uma possível leitura, a obsessão de Matt por Caitlyn é perturbadora, mas desvia a atenção do tema central: a vaidade que leva o personagem ao crime. Isso deixaria o final menos trágico. Já o episódio define o futuro do vilão, e a risada de Perlman reforça sua personalidade. Quanto ao rugido do filme, ele soa como uma repetição da dor do personagem, sem esclarecer se o público deve sentir pena ou medo.

A comparação mostra como o filme bebeu em várias versões. O Ei Nerd explicou, ao falar sobre quem é o vilão do Batman que ganhou filme, que o longa reúne elementos de versões anteriores do personagem. Já a matéria sobre o que mudou no roteiro de Flanagan mostra que a produção buscou tornar Matt mais humano desde o começo.

Para os fãs, o lado positivo é ver a série animada ainda servir de régua. Por outro lado, a análise apresentada aqui se trata de um texto de opinião, e o final ambíguo do filme pode abrir caminho para novas aparições no DCU, como discute o texto do Ei Nerd sobre a próxima aparição do vilão discute.

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