Cara-de-Barro: diretor comenta Basil Karlo, sequência e Gotham

Andre Luiz

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O diretor de Cara-de-Barro explicou por que o DCU preferiu Matt Hagen a Basil Karlo. Em entrevista à Variety, James Watkins afirmou que o roteiro de Mike Flanagan foi decisivo.

Nos quadrinhos, Hagen é um caçador de tesouros que encontra uma poça radioativa de protoplasma e ganha o poder de mudar de forma. Karlo, por sua vez, é um ator de filmes B de terror que primeiro se disfarça para eliminar colegas de elenco e só décadas depois adquire os poderes. O Matt do filme se parece mais com Basil do que com o Matt original, pois também é ator.

Watkins leu todas as versões, mas a jornada principal foi decisão do roteirista. Sobre Karlo, o diretor foi direto ao apontar o problema.

Se tivessem ido com Basil Karlo, seria um pouco gótico demais ou difícil de fazer em uma linguagem tão moderna.

As referências de Karlo, como Boris Karloff, também não combinariam com o presente da trama. O Ei Nerd já havia registrado que o filme preservou a essência do primeiro esboço de Flanagan.

E a continuação?

A Variety observa que a abertura de bilheteria ficou abaixo do esperado e que o Halloween será decisivo. Gunn quer um filme que funcione sozinho, e disso depende uma sequência para Cara-de-Barro.

Essa é uma pergunta para o James Gunn. Eu gostei da natureza independente do filme.

Cara de Barro
Cara de Barro – Divulgação / DC Studios

Watkins não quis preparar algo maior, mas entregar o personagem como uma refeição completa em si mesma, sem referências a Batman. O Ei Nerd noticiou que Gunn já fala em retorno do vilão em outras histórias.

Uma Gotham propositalmente turva

Watkins descreveu a cidade como atemporal. Ele e o designer de produção James Price se inspiraram no expressionismo alemão dos anos 1930 e em fotografias de rua de Nova York entre os anos 1970 e 1990, antes da limpeza urbana.

Nós deliberadamente quisemos que fosse um pouco turva.

O visual traz muito neon e luz prática, em contraste com Coast City, cheia de sol, mar e verde, enquanto em Gotham mal se vê o céu.

A escolha por Hagen e pelo tom autocontido mostra que a DC Studios quis testar o terror corporal sem depender do herói. Para os fãs, o lado positivo é a identidade visual forte. O lado negativo é a dúvida sobre o futuro do personagem caso a bilheteria não reaja.

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