A trajetória de Alicent Hightower em A Casa do Dragão promete seguir um caminho cada vez mais diferente da obra original de George R. R. Martin. Com a terceira temporada prevista para estrear agora em junho de 2026, novos indícios apontam que a série continuará expandindo o papel da personagem durante a guerra conhecida como Dança dos Dragões.
Interpretada por Olivia Cooke, Alicent se tornou uma das figuras centrais da produção da HBO, e tudo indica que os próximos episódios devem aprofundar ainda mais uma abordagem que já se distancia significativamente dos livros.
Série dá novo protagonismo a Alicent durante a Dança dos Dragões
Nos eventos retratados em Fogo & Sangue, obra que serve de base para a série, Alicent perde grande parte de sua influência após determinados acontecimentos da guerra civil Targaryen.
Durante esse período da história, a personagem permanece como prisioneira e passa a ter participação reduzida nos desdobramentos políticos e militares do conflito.
Já em A Casa do Dragão, a situação é diferente.
A segunda temporada apresentou uma sequência inédita em que Alicent tenta negociar diretamente com Rhaenyra Targaryen, oferecendo a rendição de Porto Real em troca da segurança de seus filhos e de sua própria sobrevivência. O momento não existe nos livros e representou uma das alterações mais significativas feitas pela adaptação até agora.
Com essa mudança, a personagem passou a seguir uma trajetória própria dentro da narrativa televisiva, abrindo espaço para novos desenvolvimentos na terceira temporada.
Relação entre Alicent e Rhaenyra se tornou um dos pilares da série
Desde os primeiros episódios, A Casa do Dragão estabeleceu uma dinâmica diferente daquela vista na obra literária.
Enquanto os livros apresentam Alicent de maneira mais próxima ao arquétipo clássico da madrasta antagonista, a série optou por construir uma personagem mais complexa, marcada por conflitos internos, dilemas políticos e relações pessoais profundas.
Essa abordagem também fortaleceu a conexão entre Alicent e Rhaenyra, interpretada por Emma D’Arcy, transformando as duas em figuras centrais da trama.

Ao longo das temporadas, a rivalidade entre os grupos conhecidos como Verdes e Negros ganhou destaque justamente por apresentar personagens com motivações mais ambíguas, incentivando diferentes interpretações por parte do público.
Mudanças ajudaram a equilibrar o conflito entre Verdes e Negros
A adaptação da HBO ampliou a profundidade emocional de Alicent, o que acabou influenciando diretamente a recepção dos espectadores.
Nos livros, o apoio dos leitores costuma se concentrar majoritariamente em Rhaenyra e seus aliados. Já na série, a construção mais humana da líder dos Verdes contribuiu para tornar o conflito menos unilateral.
Ao explorar suas dúvidas, responsabilidades familiares e dificuldades políticas, a produção criou uma personagem mais multifacetada, permitindo que diferentes lados da disputa fossem compreendidos de forma mais ampla.
Quarta temporada também deve manter as alterações na personagem
Além da terceira temporada, a HBO já confirmou oficialmente a quarta temporada de A Casa do Dragão.
Com isso, cresce a expectativa sobre como a série continuará desenvolvendo Alicent nos próximos anos.
A importância da personagem dentro da adaptação, somada à forte presença de Olivia Cooke no elenco, indica que sua participação deve permanecer relevante para os acontecimentos centrais da história.
Outro fator importante é a relação construída entre Alicent e Rhaenyra, considerada um dos principais eixos dramáticos da série desde sua estreia. Por esse motivo, a produção parece determinada a manter ambas as personagens no centro dos acontecimentos, mesmo quando suas trajetórias se afastam do material original.
O que esperar da terceira temporada?
Com a guerra entre Verdes e Negros se intensificando, a terceira temporada de A Casa do Dragão deverá explorar as consequências dos eventos recentes da Dança dos Dragões, além de aprofundar os conflitos políticos e familiares que definem o futuro da Casa Targaryen.
Nesse contexto, Alicent Hightower surge como uma das personagens que mais devem se beneficiar das mudanças promovidas pela adaptação, reforçando a tendência da série de expandir narrativas que receberam menos destaque na obra literária.





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