O encontro mais bizarro entre Batman e Coringa no cinema

Andre Luiz

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Quando o assunto é Batman e Coringa, a memória costuma ir para duelos épicos e rivalidades sangrentas. Mas o encontro mais estranho entre os dois aconteceu em Coringa, de 2019, e quase ninguém lembra dele.

Um palhaço na porta da mansão

No longa dirigido por Todd Phillips, Arthur Fleck, vivido por Joaquin Phoenix, tenta se aproximar da família Wayne. Dentro da propriedade, ele encontra um jovem Bruce Wayne, interpretado por Dante Pereira-Olson, e coloca o nariz de palhaço para arrancar um sorriso do garoto. A brincadeira termina quando Alfred Pennyworth, vivido por Douglas Hodge, aparece e o expulsa.

Como o Ei Nerd explicou, o menino não é o Batman nessa história, mas cruza com o futuro arqui-inimigo e, mais tarde, testemunha a morte dos pais, Thomas Wayne (Brett Cullen) e a esposa, em um beco depois de uma sessão de cinema.

Por que a cena parece tão fora de lugar

O trecho acabou como um dos momentos mais esquisitos da relação entre os dois personagens.

O motivo é simples: o filme tinha pouco a ver com a mitologia tradicional da DC e acompanhava um aspirante a comediante cuja realidade se mistura com alucinações. Arthur acreditava que Thomas Wayne era seu pai biológico, e a visita à mansão faz parte dessa obsessão, ainda que permaneça ambíguo o que de fato aconteceu naquela cena.

coringa
A cena em questão – reprodução/Warner Bros.

Esquecida até pela continuação

O detalhe curioso é que Coringa: Delírio a Dois, de 2024, ignorou por completo o encontro e se concentrou na relação entre Arthur e Harleen Quinzel. Para quem esperava um elo com o futuro Cavaleiro das Trevas, a escolha pode ter soado como oportunidade perdida.

É preciso esclarecer que esse Bruce Wayne não faz parte do mesmo universo de The Batman. O Ei Nerd lembrou, em outra matéria sobre os universos, que o diretor Matt Reeves já descartou a ligação entre as duas produções, que mostram versões distintas de Gotham, de Thomas Wayne e do próprio Coringa.

Um cruzamento que valia mais

Para os fãs, a cena é curiosa justamente por ser inofensiva e simbólica ao mesmo tempo. Ela insinua que Gotham liga os destinos dos dois antes mesmo de a máscara existir. Para o estúdio, o fato de a continuação não ter explorado a ideia mostra uma aposta em outro tipo de drama, mais focado em Arthur e menos em ganchos de franquia.

Resta a sensação de que o momento mereceria mais reconhecimento. Sete anos depois, ele continua sendo uma pequena curiosidade na história do cinema de super-heróis.

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