Crazy Taxi: World Tour é anunciado para 2027

Vinicius Miranda

A SEGA confirmou o aguardado reboot de sua clássica série de corrida no Xbox Games Showcase. O jogo é dirigido pelo criador original, Kenji Kanno, e chega em 2027.

A nostalgia tomou conta do Xbox Games Showcase 2026. Durante o evento, a SEGA revelou oficialmente “Crazy Taxi: World Tour”, o tão aguardado reboot de sua icônica série de corrida arcade. O jogo está marcado para 2027 e chegará a PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC. Trata-se do primeiro grande lançamento da franquia em mais de duas décadas. A seguir, veja tudo o que já se sabe.

O que é “Crazy Taxi: World Tour”

Como o nome sugere, a grande novidade é a escala global. Desta vez, a ação vai muito além de uma única cidade. O jogo aposta em uma campanha com história, espalhada por diferentes cenários ao redor do mundo.

Na trama, o jogador controla Axel, protagonista clássico da série. Após ter seu táxi roubado por um misterioso grupo de ladrões mascarados, ele parte em uma perseguição internacional. Além da campanha, o título também trará um modo arcade nostálgico e funções multiplayer online, sem abrir mão da fórmula tradicional: pegar passageiros, dirigir em alta velocidade e faturar uma “grana maluca” antes do tempo acabar.

O retorno de um clássico

Para entender o tamanho do anúncio, vale um pouco de história. A série “Crazy Taxi” surgiu nos fliperames em 1999, antes de brilhar no Dreamcast. No entanto, seu último grande lançamento foi “Crazy Taxi 3: High Roller”, lá em 2002, no primeiro Xbox.

Desta vez, a SEGA parece levar o retorno muito a sério. Afinal, a direção ficou nas mãos de Kenji Kanno, o criador original da franquia. Para completar o clima nostálgico, o trailer foi embalado por “All I Want”, do The Offspring, mesma música que marcou o jogo original, em cenas que lembram as ruas de San Francisco.

Os indícios que anteciparam o anúncio

Os fãs mais atentos já desconfiavam da novidade. Em maio, a conta oficial da série publicou um teaser misterioso, mostrando a luz de um táxi piscando. Além disso, um single recente do The Offspring com a banda Electric Callboy, intitulado “Let The Good Times Roll”, trazia uma arte que parecia remeter ao veículo clássico do jogo. Juntas, essas pistas anteciparam o que viria.

A polêmica da inteligência artificial

Nem tudo, porém, foi recebido com empolgação. Pouco depois do anúncio, jogadores notaram um aviso na página da Steam indicando o uso de inteligência artificial generativa durante o desenvolvimento. Segundo a SEGA, a tecnologia teria sido usada para auxiliar na criação de alguns elementos de cenário.

Essa informação, no entanto, dividiu opiniões na comunidade. Para parte do público, o uso de IA em produções de grandes estúdios ainda é um tema sensível. Vale ressaltar que a empresa apenas confirmou o uso pontual da ferramenta, sem detalhar a extensão completa de sua aplicação.

Parte de um plano maior da SEGA

Streets of Rage: Revolution – Divulgação / Sega

O reboot não é um caso isolado. Nos últimos anos, a SEGA tem investido pesado na revitalização de suas marcas clássicas. Franquias como “Streets of Rage”, “Jet Set Radio”, “Golden Axe” e “Shinobi” também voltaram aos holofotes, em jogos e outras mídias.

Dessa forma, “Crazy Taxi: World Tour” se encaixa em uma estratégia ampla da empresa. A ideia é resgatar o carinho dos fãs antigos e, ao mesmo tempo, apresentar esses universos a uma nova geração de jogadores.

Crazy Taxi: World Tour – Divulgação / Sega

No fim das contas, o retorno é, sem dúvida, motivo de festa. A presença do criador original e a chegada simultânea a várias plataformas mostram confiança no projeto. Por isso, as expectativas estão altas.

Por outro lado, a questão da IA generativa surge como um ponto de atenção. Resta saber se a SEGA conseguirá equilibrar a nostalgia da fórmula original com as ambições de um jogo moderno. Até lá, os fãs já podem ir aquecendo o grito clássico de “Crazy Money!”.

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