A Pearl Abyss confirmou que trabalha em uma versão do seu RPG de mundo aberto para o console da Nintendo. Ainda assim, o próprio CEO faz questão de segurar a euforia dos fãs.
O ano de 2026 tem sido brilhante para Crimson Desert, um dos RPGs de mundo aberto mais elogiados do período. Depois de vendas expressivas e de um suporte contínuo, a Pearl Abyss trouxe uma novidade que anima quem tem o console da Nintendo: uma versão para Switch 2 já está em desenvolvimento. A informação partiu do próprio CEO da empresa, mas veio acompanhada de vários alertas importantes sobre os desafios da tarefa.
6 milhões de cópias em 83 dias
Antes de falar do port, vale dimensionar o tamanho do fenômeno. Lançado no primeiro semestre, Crimson Desert vendeu 2 milhões de cópias logo no dia de estreia e alcançou a marca de 6 milhões de unidades em apenas 83 dias.
Segundo a diretoria da Pearl Abyss, é um caminho que nenhuma outra empresa de games sul-coreana havia trilhado antes. Além dos números, o título segue recebendo atualizações frequentes, o que ajuda a mantê-lo entre os grandes destaques do ano, ao lado de referências consagradas do gênero como Red Dead Redemption 2.
O port de Switch 2 está em desenvolvimento
Durante uma apresentação para acionistas realizada em 7 de julho, o CEO Heo Jin-young, ao lado do COO Lee Dong-won e da CFO Cho Mi-young, atualizou o público sobre os planos da empresa. Questionado sobre a possibilidade de uma versão para o console híbrido, o executivo confirmou que o desenvolvimento já avança, embora com ressalvas.
Estamos avaliando o Nintendo Switch 2, e a versão já está desenvolvida a um nível em que a jogabilidade básica é possível. No entanto, expandir para novas plataformas não é apenas uma simples conversão; o ponto principal é se conseguimos manter totalmente os gráficos, a ação e a experiência de mundo aberto no aparelho.
A fala de Heo Jin-young foi reproduzida em tradução livre. Ele completou que a versão ainda exige otimização, verificação técnica e a checagem de parcerias e padrões de qualidade, motivos pelos quais não há data de lançamento. A empresa promete anunciar tudo de forma transparente assim que houver informação confirmada.
Os desafios técnicos pela frente
O maior obstáculo é o hardware. O Switch 2, por ser um portátil híbrido, tem especificações mais modestas do que as de PlayStation 5 e Xbox Series, o que costuma exigir concessões ao adaptar jogos graficamente pesados. Rodar um mundo aberto como o de Crimson Desert nesse tipo de máquina não é impossível, mas é bem mais complicado.
Vale lembrar que outros grandes títulos, como Cyberpunk 2077 e Final Fantasy VII Rebirth, recorreram à tecnologia de reconstrução de imagem para estabilizar o desempenho no console. O recado do CEO, porém, foi honesto: se a versão não atingir o nível esperado, ela pode simplesmente nunca ser lançada.
O que mais foi revelado no briefing
A reunião, que durou quase três horas e meia, trouxe outras novidades. A Pearl Abyss confirmou uma reformulação da história, com novas cinemáticas e conteúdo extra, além de DLC pago em desenvolvimento, com preço e data previstos para até o fim do terceiro trimestre. Vale o alerta de que valores ainda não anunciados podem variar por região.
A empresa também estuda modo multiplayer e suporte a mods, sem nada confirmado, e reforçou que seu próximo grande jogo, DokeV, mira um lançamento na segunda metade de 2028. Na gamescom, a companhia deve apresentar sua BlackSpace Engine e marcar presença com Crimson Desert, com apoio da Samsung.
A simples possibilidade de levar um RPG de mundo aberto tão ambicioso para um portátil já é empolgante, pois amplia bastante o alcance do jogo. Por outro lado, a franqueza do CEO deixa claro que nada está garantido, e que a Pearl Abyss prefere não lançar a entregar uma experiência aquém do esperado.
Some a isso o suporte contínuo, os planos de DLC e os projetos futuros, e fica evidente que a empresa aposta em um fôlego longo para o título. Resta acompanhar de perto se, e quando, os donos de Switch 2 poderão explorar esse universo.






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