Review: “O Mandaloriano e Grogu” é o retorno triunfal de Star Wars aos cinemas?

Vinicius Miranda

“O Mandaloriano e Grogu” chega aos cinemas no dia 21 de maio como o primeiro filme de Star Wars em mais de 7 anos — e com a missão de provar que a franquia ainda tem força fora do Disney+. A boa notícia é que Din Djarin e o pequeno Grogu saem bem na tela grande. A notícia menos boa é que o filme ainda parece mais confortável como streaming do que como cinema.

O que o filme conta?

A trama acompanha Din Djarin (Pedro Pascal) e Grogu, agora seu aprendiz oficial, trabalhando como mercenários a serviço da Nova República no combate aos remanescentes do Império Galáctico. Uma missão os aproxima novamente do cartel dos Hutt — e os coloca diante de escolhas que colocam à prova tanto a ética do mandaloriano quanto os laços afetivos entre os dois personagens.

A sinopse, na prática, soa como a de um episódio da série. E essa, honestamente, é a sensação que o filme transmite ao longo de suas duas horas: um grande episódio especial exibido nas telonas, não necessariamente uma obra que expande o universo de forma significativa ou que define novos rumos para a franquia.

O que funciona bem

O Mandaloriano e Grogu – Divulgação / Lucasfilm

A narrativa é coesa. Os personagens continuam carismáticos — especialmente Grogu, que por si só já justifica a presença do público. Os efeitos visuais são competentes, a trilha sonora de Ludwig Göransson mantém a identidade estabelecida na série e há elementos visuais que evocam referências claras ao cinema dos anos 1980, com toques que lembram “Blade Runner”.

Um ponto especialmente bem executado é a acessibilidade da história. “O Mandaloriano e Grogu” funciona como porta de entrada para quem nunca assistiu à série: a trama se sustenta sem exigir que o espectador tenha a bagagem completa. Personagens de outras produções da franquia aparecem — incluindo referências às animações “The Clone Wars” e “Rebels” —, mas sem comprometer a compreensão de quem chega ao filme sem esse contexto.

O que ainda falta

O Mandaloriano e Grogu – Divulgação / Lucasfilm

A principal limitação do filme é aquela que mais importa para um lançamento desta magnitude: ele não se sente, em nenhum momento, como um evento de cinema. Não há ambição de roteiro proporcional à escala de ser o retorno de Star Wars às telonas. A qualidade de produção é boa, mas não está acima do que a própria série oferecia — o que, para o primeiro longa da franquia em 7 anos, é uma oportunidade perdida.

Star Wars nos cinemas sempre foi sobre momentos que marcam, revelações que redefinem o universo ou histórias que se sentem maiores do que tudo ao redor. “O Mandaloriano e Grogu” não oferece isso. É um capítulo bem-feito de uma saga amada, mas não é um grande capítulo.

Para quem vale a pena?

O Mandaloriano e Grogu – Divulgação / Lucasfilm

Para os fãs de Din Djarin e Grogu, a resposta é simples: sim, vale. A dupla continua cativante, a aventura é divertida e é sempre bom ver Star Wars na tela grande. Para quem busca o tipo de experiência que os filmes da saga costumavam oferecer — a sensação de que algo maior está em jogo —, o filme pode decepcionar.

“O Mandaloriano e Grogu” é, em resumo, exatamente o que seu título promete: mais uma aventura dos dois protagonistas. Uma boa aventura, competente e acessível. Só não é, ainda, o grande retorno que Star Wars merecia ao cinema.

Quer saber mais sobre a franquia? Confira também: o teaser de “O Mandaloriano e Grogu” lançado no Dia de Star Wars e o guia completo da ordem cronológica do cânone de Star Wars.

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