Da quebrada de São Paulo para o catálogo da Netflix, a história é de cinema. O ator Leo Sobrinho, de 28 anos, vive Helinho em Habeas Corpus. A produção é o primeiro drama jurídico brasileiro da plataforma. A trama se inspira em um caso real de grande repercussão, ocorrido em Brasília, em 2009.
O peso de viver Helinho

Na série, o personagem de Leo acaba preso por um crime chocante. A trama o aponta como autor do assassinato de três pessoas em um episódio que marcou o país. O papel exige do ator uma entrega intensa e cheia de ambiguidade moral.
A história acompanha Inez, vivida por Marjorie Estiano, uma professora de Direito. Ela lidera um grupo de revisão criminal para provar a inocência de um jovem condenado. A narrativa discute justiça e injustiça sob a ótica do Innocence Project Brasil.
Para Leo, o maior desafio foi justamente a complexidade do personagem. Ele carrega boa parte do suspense e da tensão que movem a trama.
Quando ele chega no prédio, nunca tinha feito nada daquilo. Quando ele sai de lá, é um assassino.
Da avó costureira aos palcos

A relação de Leo com a arte começou ainda na infância, em uma agência. Quem sustentou essa primeira fase foi a avó, costureira e pilar da sua trajetória. Ela atravessava a cidade de ônibus para levar o neto aos testes.
Na pré-adolescência, o ator trocou os palcos pelo sonho do futebol. Duas lesões sérias, porém, mudaram os planos e o reaproximaram da arte. Ele cursou Jornalismo e, no teatro, encontrou de vez a sua vocação.
O passo mais difícil veio quando decidiu largar o emprego com carteira assinada. Ele trocou a estabilidade de um bom salário pela incerteza de viver de arte. A aposta, como se vê agora, começou a dar os seus frutos.
Um ator que pesquisa cada papel

A formação em jornalismo virou um método de trabalho para o artista. Leo mergulha em pesquisa antes de dar vida a qualquer personagem. Para ele, nenhuma construção funciona sem base, estudo e verdade.
No caso de Helinho, a preparação envolveu a leitura de processos e reportagens. O ator também recorreu a documentários e a filmes como Fruitvale Station e Luta por Justiça. As cenas mais pesadas exigiram enorme precisão física e entrega emocional.
Nos bastidores, Leo destaca a generosidade dos veteranos do elenco. Ele cita o aprendizado diário ao lado de Marjorie Estiano, Marisa Orth e Vladimir Brichta. O respeito no set, aliás, virou uma lição que pretende levar pela carreira.
Entre os planos futuros, ele sonha com o cinema e, claro, com uma novela. O desejo, segundo o ator, nasce em grande parte do amor pela avó. E você, já assistiu à estreia de Leo Sobrinho em Habeas Corpus?






Seja o primeiro a comentar