O DCU de James Gunn vive um momento delicado. Após a estreia de Supergirl ficar abaixo do esperado nas bilheterias, o novo universo da DC pode estar aprendendo as lições erradas com a Marvel.
A lição que a Marvel foi obrigada a aprender
O argumento parte da história recente do cinema de heróis. Nos anos 1990, a Marvel enfrentou uma falência e vendeu os direitos de vários personagens, como X-Men e Homem-Aranha, para outros estúdios.
Assim, quando iniciou o MCU em 2008, restavam apenas nomes menos conhecidos, o que a obrigou a apostar no Homem de Ferro e a reinventar personagens obscuros. Ninguém traduziu isso melhor do que o próprio Gunn com Guardiões da Galáxia, transformando uma equipe esquecida em ouro.
Por que a DC não precisaria disso
Aqui mora a crítica. Diferente da rival, a DC nunca decretou falência e, por isso, jamais perdeu seus maiores astros, como Batman e Superman. Ou seja, ela nunca precisou recorrer ao método de apostar em heróis desconhecidos.
Ainda assim, a atual leva de projetos é liderada por nomes menos populares, como Cara-de-Barro, a própria Supergirl e a série Comando das Criaturas, que abriu o novo DCU. A variedade de projetos é ótima, mas deveria começar pelos heróis icônicos, e não pelos coadjuvantes.
O tropeço de Supergirl
O ponto central do texto é o desempenho de Supergirl, considerado o primeiro fracasso oficial de bilheteria da era Gunn, algo que a própria DC Studios reconheceu. É importante frisar, no entanto, que boa parte da crítica elogiou a atuação de Milly Alcock.
Muitos atribuem o resultado abaixo do esperado a problemas de roteiro, à data de lançamento e a campanhas de avaliações negativas na internet, e não à protagonista. De todo modo, Batman e Mulher-Maravilha seguem em segundo plano nos primeiros anos do projeto.

O outro lado da moeda
Vale reforçar que o debate tem dois lados bem legítimos. A favor de Gunn, apostar em heróis e atores menos óbvios traz frescor e foge justamente da superexposição do Batman, algo que outros críticos costumam apontar como um problema.
Além disso, muitos fãs defendem a diversidade da proposta e a escalação de Alcock.
Por outro lado, é inegável que o reconhecimento de um nome famoso ajuda nas bilheterias. Não à toa, muitos se perguntam por que os rostos do DCU parecem ser o Pacificador e Rick Flag, e não Batman e Superman. A conclusão é clara: Gunn deveria abraçar os grandes ícones o quanto antes.
Não existe resposta fácil
No fim, a discussão mostra o quão delicado é esse equilíbrio. Se ter Batman em excesso incomoda uma parte do público, apostar apenas em personagens de nicho também é um risco comercial. A estratégia de Gunn, focada em qualidade e variedade, é corajosa, mas ainda precisa provar seu valor nas bilheterias.
Vale lembrar que Superman foi um sucesso, o que mostra que a base de astros de primeira linha está lá para ser usada. É preciso lembrar, no entanto, que tudo ainda é muito novo e o DCU está apenas começando sua jornada.
E você, acha que o DCU deveria focar mais em Batman e Superman?






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