O maior pesadelo de um claustrofóbico: ‘Dentro da Baleia’ tem bastidores impressionantes!

Luiz Gustavo Gonçalves

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Se a ideia de ficar preso em um espaço minúsculo já te deixa sem ar, prepare o coração! ‘Dentro da Baleia’ (‘Whalefall’), suspense de sobrevivência da 20th Century Studios, estreia nos cinemas brasileiros em 15 de outubro, e os bastidores da produção mostram que o filme foi construído para sufocar o público de verdade. Com Austin Abrams e Josh Brolin no elenco, a história parece maluca, mas tem muito mais ciência e coração do que você imagina.

Reprodução – 20th Century Studios

Um mergulhador, uma baleia-cachalote e apenas uma hora de oxigênio

A trama acompanha Jay Gardiner (Abrams), um universitário que volta para Monterey, na Califórnia, um ano depois de perder o pai, Mitt (Brolin), uma lenda local do mergulho com quem sempre teve uma relação difícil. Em busca de recuperar os restos mortais do pai, Jay mergulha em Monastery Beach e acaba engolido por uma baleia-cachalote que perseguia uma lula gigante. Preso lá dentro e com cerca de uma hora de ar no cilindro, ele precisa usar as duras lições do pai para tentar sobreviver.

Reprodução – 20th Century Studios

O filme é dirigido e coescrito por Brian Duffield, a partir do romance de Daniel Kraus, vencedor do Pulitzer, que também assina o roteiro. E o diretor garante que a sensação de aperto é real: os cenários dentro do estômago da baleia foram feitos para serem bem compactos, do mesmo tamanho que aparecem na tela. Segundo Duffield, o personagem fica “preso nesse ‘ovo’ estranho o tempo todo”. Para o público não ficar só sofrendo, a equipe também criou pequenos momentos de respiro, para que o terror bata ainda mais forte quando voltar.

Baleias de verdade, ciência de verdade e filmagem em ordem cronológica

Para que tudo parecesse crível, Duffield e Kraus contaram com a anatomista de baleias Dra. Joy Reidenberg, que já havia ajudado o autor na pesquisa do livro. Eles estudaram o sistema digestivo da cachalote, o efeito do ácido do estômago e até a resistência do equipamento de mergulho, enquanto a Wētā Workshop entrou cedo no projeto para definir os materiais que dariam vida ao interior do animal. O próprio Kraus teve a ideia do livro depois de ver um vídeo viral de dois caiaquistas quase parando na boca de uma baleia-jubarte, e foi atrás dos cientistas para saber se aquilo era possível.

O preparo do elenco também impressiona. Abrams viajou até um santuário de cachalotes na Dominica, no Caribe, e mergulhou ao lado do documentarista Patrick Dykstra para encarar os animais de perto, e treinava em casa andando pelo bairro com o equipamento completo de mergulho.

As filmagens aconteceram em locações da Califórnia, como Catalina, Monterey e San Pedro, além de estúdios em Studio City, e as cenas dentro da baleia foram gravadas em ordem cronológica, o que ajudou o ator a mergulhar no estado emocional do personagem. Para ele, a obra é melhor vista na tela grande, por causa da imersão visual e sonora.

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