‘Dragon Ball Super’ finalmente teve o tratamento que merece?

Luiz Gustavo Gonçalves

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‘Dragon Ball Super: Beerus’ começou sua jornada com uma recepção positiva entre os fãs, que viram no primeiro episódio uma oportunidade de corrigir os problemas que marcaram o início de ‘Dragon Ball Super’ em 2015. O remake da saga inicial, lançado agora em outubro de 2026, aposta em uma apresentação visual renovada, um tom mais sério e uma narrativa mais direta. Para quem ainda lembra dos frames estranhos que viraram meme, a mudança já chama a atenção logo de cara.

A proposta não é apenas deixar Goku e a rapaziada mais bonitos na tela. A nova versão também procura recuperar o peso dos acontecimentos e mostrar por que Beerus é um Deus da Destruição capaz de representar uma ameaça de verdade. A reação inicial foi de entusiasmo e alívio, embora algumas escolhas — especialmente na música — tenham dividido parte do público.

Dragon Ball Super: Beerus corrige a animação e deixa Beerus mais ameaçador

Uma das mudanças mais comentadas está no visual. Em vez do traço excessivamente limpo e das cores saturadas associados à versão original, o remake apresenta uma estética mais áspera e dinâmica, que lembra ‘Dragon Ball Super: Broly’, filme cuja direção visual foi supervisionada por Naohiro Shintani. Os cenários e os efeitos de destruição também ganharam mais profundidade e sensação de impacto, ajudando a transmitir melhor a escala dos confrontos.

O tom da história também ficou mais sério. A sequência em que Beerus destrói planetas no espaço e sua presença ameaçadora diante de um mundo primitivo reforçam o perigo que o personagem representa. A intenção é se afastar do excesso de comédia que marcou os primeiros momentos da série de 2015 e apresentar o Deus da Destruição como alguém cuja força pode colocar mundos inteiros em risco.

Além disso, o episódio adota um ritmo mais acelerado, elimina passagens que prejudicavam a fluidez e acrescenta diálogos e ganchos que fazem referência a arcos posteriores da franquia.

Divulgação – BIRD STUDIO/SHUEISHA, TOEI ANIMATION

Fãs aprovam o remake, mas abertura e cronologia geram debate

Nas discussões online a reação descrita pelos fãs foi majoritariamente positiva. Muitos elogiaram a iniciativa de revisar o começo de ‘Dragon Ball Super’ e consideraram o resultado superior ao material original de 2015. Para esse público, a combinação de animação renovada, ação mais impactante e narrativa direta representa uma oportunidade de reviver a saga de Beerus com uma apresentação mais próxima do padrão visual que a franquia alcançou em produções posteriores.

Nem tudo, porém, agradou igualmente. A trilha sonora dividiu opiniões: enquanto alguns fãs aprovaram o uso de músicas clássicas e da orquestração híbrida, outros acharam que a nova abertura e o encerramento se afastam demais da identidade tradicional de ‘Dragon Ball’, lembrando músicas de animes genéricos da temporada.

Também existe curiosidade sobre como o remake vai se encaixar na cronologia oficial, especialmente depois de ‘Dragon Ball Daima’. Parte do público espera que a Toei Animation aproveite essa nova versão para revisar outros arcos problemáticos e siga nessa direção até chegar ao Torneio do Poder. Por enquanto, o primeiro episódio abre espaço para otimismo, mas o resultado completo dependerá de como a produção vai sustentar essas mudanças ao longo da história.

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